Soja fecha em direções opostas na CBOT nesta 5ª feira

O contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (13) em estabilidade com viés de alta (0,75 ponto e +0,06%), cotado a US$ cents 1.166,00/bushel; já o de novembro fechou em viés de baixa (1,00 ponto e -0,08%), a US$ cents 1.182,25/bushel. Na parcial semanal, os ativos acumulam ganhos de 0,60% e 0,51%, nesta ordem.

Quanto aos derivados, o óleo e o farelo desvalorizaram 0,53% e 0,36%, respectivamente.

Neste pregão, o mercado promoveu ajustes após a valorização registrada na quarta-feira (12), quando as cotações reagiram à divulgação do relatório de oferta e demanda (Wasde) de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

No documento, o USDA reduziu a estimativa dos estoques finais norte-americanos de soja em 2025/26 para 8,85 milhões de toneladas, ante 8,98 milhões de toneladas projetadas anteriormente. Para 2026/27, por outro lado, a previsão foi elevada de 8,44 milhões para 8,71 milhões de toneladas.

Em relação à produção, o departamento estima que os Estados Unidos colham 122,99 milhões de toneladas de soja em 2026/27, crescimento de 6% frente às 115,99 milhões de toneladas produzidas em 2025/26 e, segundo o relatório, o maior volume da série histórica.

No lado da demanda, as vendas semanais de soja norte-americana somaram 75 mil toneladas da safra 2025/26 e 1,760 milhão de toneladas do ciclo 2026/27, ambos os volumes dentro das projeções do mercado.

Além disso, o USDA anunciou hoje uma nova venda avulsa de 125 mil toneladas de soja para a China. Considerando outras duas operações divulgadas nesta semana, as vendas anunciadas para o país asiático totalizam 505 mil toneladas.