Soja fecha em baixa na CBOT nesta 5ª feira

O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (11) em moderada baixa de 8,00 pontos e 0,71%, cotado a US$ cents 1.115,00/bushel; o de agosto cedeu 7,25 pontos e 0,64%, a US$ cents 1.120,50/bushel. Na semana, os futuros acumulam perdas parciais de 0,58% e 0,49%, nesta ordem.

Em relação aos derivados, o óleo e o farelo se desvalorizaram 1,17% e 0,07%, nesta ordem.

Neste pregão, os preços foram pressionados pela divulgação do relatório mensal de oferta e demanda (Wasde) de junho, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Como o primeiro levantamento de campo da safra norte-americana 2026/27 será divulgado apenas em agosto, o órgão promoveu apenas ajustes pontuais em suas estimativas.

Entre as mudanças, o USDA elevou sua projeção para a produção de soja da Argentina na safra 2025/26 para 50 milhões de toneladas, ante 48 milhões estimados anteriormente. O departamento também revisou para cima os estoques finais globais da oleaginosa, tanto para a temporada atual quanto para a próxima.

Para os EUA, não houve alterações nas estimativas de produção. O USDA manteve a safra 2025/26 em 120,7 milhões de toneladas e a projeção para 2026/27 em 115,99 milhões de toneladas.

No campo da demanda, o relatório semanal de vendas para exportação mostrou comercializações de 211 mil toneladas de soja da safra 2025/26 e de 142 mil toneladas da temporada 2026/27 na semana encerrada em 4 de junho. Os volumes ficaram dentro das expectativas dos analistas.

Os investidores também monitoraram as condições climáticas no Corn Belt, principal região produtora de soja e milho norte-americanos.

Segundo o boletim climático diário do USDA, tempestades registradas na noite anterior provocaram danos localizados por ventos fortes e granizo, principalmente no sudeste de Nebraska e no norte do Missouri, com impactos se estendendo até a região dos Grandes Lagos. Em Oshkosh, no estado de Wisconsin, foi registrada uma rajada de vento de 151 km/h.

“No início da manhã de hoje, o tempo instável no Centro-Oeste continua, com tempestades severas representando uma ameaça generalizada ao longo de um eixo que se estende do Missouri a Michigan”, informou o USDA.

Apesar dos episódios pontuais de tempo severo, as condições gerais seguem favoráveis ao desenvolvimento das lavouras. O mais recente relatório do Drought Monitor mostrou redução de três pontos percentuais nas áreas de soja afetadas pela seca nos EUA, que passaram a representar 25% da área cultivada.