O contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (22) em moderada baixa de 10,00 pontos e 0,85%, cotado a US$ cents 1.164,50/bushel; o de julho cedeu 10,75 pontos e 0,90%, a US$ cents 1.179,50/bushel. Ambos os ativos acumulam perdas na parcial da semana, na ordem de 0,24% e 0,30%.
Quantos aos derivados, o óleo caiu 0,64% e o farelo se desvalorizou 1,44%.
Neste pregão, os preços foram pressionados pelo movimento de realização de lucros, tendo em vista os ganhos anotados na sessão anterior e durante a manhã de hoje.
Os investidores seguiram atentos às condições climáticas nos Estados Unidos. O Serviço Nacional de Meteorologia do país emitiu alertas de bandeira vermelha no Corn Belt, indicando clima extremamente seco e risco elevado de incêndios, com ventos fortes em áreas que vão das Dakotas ao Texas e de Montana a Minnesota.
O boletim climático do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou altas temperaturas em Nebraska e Dakota do Sul e risco de inundações na região dos Grandes Lagos, especialmente em Michigan, Wisconsin e Illinois.
Quanto aos trabalhos de plantio da safra 2026/27, o USDA reportou que a semeadura a alcançou 12% da área projetada, após avançar 6 pontos percentuais em uma semana. No mesmo período do ano passado, os trabalhos estavam em 7%; na média dos últimos cinco anos, em 6%.
O USDA projeta que os produtores norte-americanos irão semear 34,27 milhões de hectares com soja na atual temporada, um aumento de 4% ante o ciclo 2025/26.
Além disso, o mercado monitora as incertezas envolvendo o conflito entre EUA e Irã. A alta recente do petróleo tende a aumentar a competitividade dos biocombustíveis à base de grãos e oleaginosas, fator que pode influenciar a demanda por soja no médio prazo.
Amanhã (23), o USDA reporta o relatório semanal de vendas para exportação.