O contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (3) em leve alta 3,00 pontos e 0,26%, cotado a US$ cents 1.173,75/bushel. O vencimento de setembro subiu 4,75 pontos e 0,40%, a US$ cents 1.192,25/bushel.

Já no caso dos derivados, o farelo e o óleo se valorizaram respectivos 0,16% e 2,27%.

Neste pregão, os preços foram impulsionados pela forte demanda internacional. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou vendas avulsas de 488 mil toneladas de soja para a China e outras 136,15 mil toneladas para um destino não revelado, ambas da safra 2026/27.

Além disso, operadores consultados pela Reuters estimam que compradores chineses adquiriram entre 14 e 16 carregamentos de soja norte-americana na última sexta-feira, totalizando aproximadamente 1 milhão de toneladas. A expectativa é de que parte dessas compras tenha sido realizada pela estatal Sinograin.

Ademais, o USDA informou que os embarques semanais de soja somaram 344 mil toneladas, volume próximo ao registrado na semana anterior (366 mil toneladas), mas inferior à média necessária para que os EUA atinjam a projeção oficial de 41,3 milhões de toneladas exportadas na temporada.

Os ganhos, no entanto, foram limitados pelas condições climáticas mais favoráveis no Corn Belt, principal região produtora dos EUA.

Segundo o boletim diário do USDA, as chuvas recentes e as temperaturas próximas ou abaixo da média estão beneficiando o desenvolvimento das lavouras de soja e milho, reduzindo as preocupações com os efeitos da seca.

No radar, os investidores aguardam a divulgação do relatório semanal do USDA sobre as condições e os estágios das lavouras norte-americanas, indicador que deve continuar influenciando o comportamento dos preços nos próximos pregões.