O contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTencerrou esta sexta-feira (24) em leve alta de 4,00 pontos e 0,34%, cotado a US$ cents 1.163,75/bushel; o de julho avançou 3,75 pontos e 0,32%, a US$ cents 1.178,50/bushel. No entanto, ambos os ativos acumularam perdas na semana, na ordem de 0,30% e 0,38%, respectivamente.

Quanto aos derivados, o óleo e o farelo subiram 0,35% e 1,15%, nesta ordem.

Neste pregão, os preços foram beneficiados pelas preocupações com as condições climáticas na região do Corn Belt, área que engloba a produção de soja e milho nos Estados Unidos.

As previsões indicam a chegada de chuvas na região central do país, o que pode atrasar o plantio de soja e milho.

Além disso, dados do Drought Monitor mostram avanço da seca em áreas relevantes, com o estado de Nebraska com mais de 88% do território afetado e a Dakota do Sul com áreas acima de 52% em condição de seca.

O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA também apontou risco elevado de incêndios florestais em estados como Minnesota, Iowa e Dakota do Sul, devido à baixa umidade.

A dinâmica do petróleo internacional também influenciou os preços, em meio às incertezas no Oriente Médio e ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

As cotações oscilaram ao longo do dia, refletindo o equilíbrio entre riscos de interrupção no fornecimento e expectativas de retomada das negociações entre EUA e Irã.

O mercado segue atento ao petróleo, já que sua valorização tende a aumentar a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de grãos e oleaginosas.

Para segunda-feira (27), o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) vai divulgar os embarques semanais, bem como a atualização das condições e estágios das lavouras norte-americanas.