O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (17) em leve alta de 2,00 pontos e 0,18%, cotado a US$ cents 1.132,00/bushel; o de agosto subiu 2,25 pontos e 0,20%, a US$ cents 1.136,75/bushel.
Em relação aos derivados, o farelo fechou em estabilidade, enquanto o óleo caiu 1,89%.
Neste pregão, os preços foram sustentados pela demanda internacional aquecida. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou uma venda individual de 372 mil toneladas de soja para destinos desconhecidos, das quais 60 mil toneladas possuem entrega no ano comercial de 2025/26 e 312 mil toneladas em 2026/27.
As cotações também receberam suporte dos rumores de que a China deve ampliar as compras de produtos agrícolas dos EUA. Washington e Pequim firmaram um acordo comercial em maio, mas até o momento não foram feitas grandes operações comerciais.
A estabilização do petróleo bruto na faixa de US$ 80 o barril também favoreceu os ativos, cujo coproduto, o óleo de soja, é amplamente utilizado na produção de biocombustíveis.
Quanto ao clima na região do Corn Belt, área que engloba as lavouras de soja e milho nos EUA, o boletim diário do USDA informou que tempestades estão causando atrasos nos trabalhos de campo, mas mantendo reservas de umidade abundantes, chegando a níveis localmente excessivos, para o rápido desenvolvimento do milho e da soja.
“No início do dia, algumas das chuvas mais intensas — acompanhadas de condições climáticas severas isoladas, incluindo ventos fortes — estão caindo sobre a região central da produção de milho”, informou o documento.