Soja fecha em alta na CBOT nesta 3ª feira

O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTencerrou esta terça-feira (30) em moderada alta de 8,00 pontos e 0,72%, cotado a US$ cents 1.116,75/bushel; o de julho subiu 5,00 pontos e 0,45%, a US$ cents 1.124,25/bushel. No mês, por outro lado, o ativos acumularam quedas de 5,90% e 5,55%, nesta ordem.

Em relação aos derivados, o farelo terminou em estabilidade, enquanto o óleo despencou 3,37%.

Neste pregão, os preços foram sustentados pela repercussão dos relatórios de área plantada e de estoques trimestrais divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Segundo o USDA, a área destinada ao plantio da soja na safra 2026/27 foi estimada em 34,56 milhões de hectares, alta de 5% em relação ao ciclo anterior e ligeiramente acima da expectativa média do mercado, de 34,54 milhões de hectares. A área prevista para colheita foi estimada em 34,16 milhões de hectares.

Já os estoques trimestrais de soja em 1º de junho foram estimados em 28,87 milhões de toneladas, abaixo das 57,28 milhões de toneladas registradas em 1º de março e acima das 27,42 milhões de toneladas observadas no mesmo período do ano passado.

No campo, o boletim diário do USDA indicou que as tempestades permanecem concentradas no Alto Meio-Oeste, enquanto o clima quente favorece o rápido desenvolvimento das culturas de verão, muitas das quais já ingressam na fase reprodutiva.

De acordo com o departamento, 96% da área cultivada com soja já atingiu a fase de emergência, acima dos 93% registrados no mesmo período da safra passada e dos 95% da média dos últimos cinco anos.

Além disso, 19% das lavouras já estão em floração e 4% entraram na fase de formação de vagens, ambos os percentuais superiores à média histórica, de 15% e 2%, respectivamente.

Em relação às condições das lavouras, 65% da área foi classificada como boa ou excelente, um ponto percentual abaixo da semana anterior e do mesmo período da safra passada.

Os ganhos da soja, contudo, foram parcialmente limitados pela valorização do dólar frente às principais moedas globais, fator que reduz a competitividade das exportações norte-americanas, e pela queda dos preços do petróleo, reflexo da redução das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã, que diminui a atratividade dos biocombustíveis produzidos a partir de grãos e oleaginosas.