Soja fecha em alta em Chicago nesta 3ª feira

O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTencerrou esta terça-feira (12) em forte alta 13,75 pontos e 1,13%, cotado a US$ cents 1.226,75/bushel; o de agosto subiu na mesma intensidade, a US$ cents 1.221,75/bushel.

Em relação aos derivados, o farelo e o óleo valorizaram 1,11% e 2,20%, nesta ordem.

Neste pregão, o mercado reagiu principalmente às primeiras projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a safra norte-americana 2026/27, divulgadas no relatório mensal de oferta e demanda (WASDE).

As estimativas iniciais são elaboradas com base na intenção de plantio e na média histórica de produtividade, sem levantamento de campo efetivo nesta etapa.

O relatório trouxe números considerados positivos para os preços. Para 2025/26, o USDA reduziu os estoques finais de soja dos EUA para 9,25 milhões de toneladas, abaixo das expectativas do mercado. Já os estoques globais foram estimados em 125,13 milhões de toneladas, também abaixo do esperado pelos agentes.

No caso da safra 2026/27, o relatório apontou produção e estoques menores que o aguardado pelo mercado, tanto no cenário global quanto nos EUA. A produção norte-americana foi projetada em 120,70 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais ficaram estimados em 8,44 milhões de toneladas.

Apesar da revisão baixista, a safra projetada ainda seria a segunda maior da história dos Estados Unidos, atrás apenas do ciclo 2021/22, quando foram colhidas 121,50 milhões de toneladas.

Os investidores também acompanharam as atualizações sobre o avanço do plantio nos EUA. Segundo o USDA, 49% da área destinada à soja havia sido semeada até domingo (10), acima dos 33% registrados na semana anterior e da média histórica de 36%.

Além disso, 20% das lavouras já haviam germinado, frente aos 13% observados na semana anterior e média de 12% para o período.

No clima, o Serviço Nacional de Meteorologia norte-americano (NWS) emitiu novos alertas de bandeira vermelha para áreas do Corn Belt, principal região produtora de soja e milho do país.

O órgão também alertou para o risco de incêndios em alguns estados, diante da redução da umidade do solo e das condições mais secas previstas para os próximos dias.