O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (27) em estabilidade com viés de baixa (0,75 ponto e -0,06%), cotado a US$ cents 1.185,35/bushel; o de agosto fechou no campo negativo (0,25 ponto e -0,02%), a US$ cents 1.184,75/bushel. Na parcial da semana, ambos os ativos acumulam perdas, de 0,94% e 0,86%, nesta ordem.
No caso dos derivados, o farelo e óleo subiram 0,61% e 1,21%, nesta ordem.
Neste pregão, os preços foram pressionados pelo ritmo mais avançado de plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos.
Conforme a atualização semanal do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a semeadura de soja alcançou 79% da área projetada, após avançar 12 pontos percentuais em uma semana. Os trabalhos estão adiantados frente ao mesmo período do ano passado (75%) e à média plurianual (68%).
O USDA projeta que os produtores norte-americanos irão semear 34,27 milhões de hectares com soja na atual temporada, um aumento de 4% ante o ciclo anterior.
Também exerceu pressão sobre os ativos a expressiva queda do petróleo no mercado internacional, o reduz a competitividade dos biocombustíveis à base de grãos e oleaginosas.
Quanto ao clima no Corn Belt, área que engloba as lavouras de soja e milho norte-americano, os agentes avaliam os efeitos das chuvas. Segundo o boletim de clima do USDA, as chuvas e tempestades persistem, principalmente do centro e sul de Illinois até Ohio.
“Partes do centro-oeste sul dos EUA ficaram bastante úmidas, causando atrasos no trabalho de campo. Em 24 de maio, a umidade do solo em áreas agrícolas de Ohio estava 47% acima da média, e em Indiana e Missouri, 24%”, diz o documento.
No radar, o mercado acompanha o andamento das safras na América do Sul, onde a colheita se encaminha para o fim no Brasil, à medida que os produtores estão priorizando as atividades de campo na Argentina.