O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (20) em moderada baixa de 9,75 pontos e 0,81%, cotado a US$ cents 1.199,75/bushel; o de agosto cedeu 10,50 pontos e 0,87%, a US$ cents 1.199,25/bushel. No entanto, na parcial da semana, ambos os ativos acumulam ganhos de 1,93%.
No caso dos derivados, o óleo e o farelo se desvalorizaram 1,03% e 0,42%, respectivamente.
Neste pregão, o mercado passou por um movimento de realização de lucros após os ganhos registrados no início da semana. Os investidores seguem aguardando mais detalhes sobre quais commodities agrícolas serão contempladas no acordo anunciado pela Casa Branca, segundo o qual a China comprará US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos Estados Unidos entre 2026 e 2028.
Também pressionou os preços a forte queda do petróleo no mercado internacional, superior a 5%, reduzindo a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de grãos e oleaginosas.
No campo, os agentes seguem monitorando o avanço do plantio da safra 2026/27 no Corn Belt, principal cinturão produtor norte-americano de soja e milho.
Segundo o boletim diário do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), chuvas e trovoadas continuam atingindo o Vale do Ohio, enquanto outras regiões registram clima frio e seco.
“Temperaturas próximas ou abaixo de zero foram registradas hoje cedo no extremo norte do Meio-Oeste, incluindo muitas áreas ao longo e noroeste de uma linha que vai do nordeste do Nebraska ao norte de Wisconsin”, destacou o USDA.
No lado da demanda, a Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) informou que a China importou 3,33 milhões de toneladas de soja dos EUA em abril, acima das 1,38 milhão de toneladas registradas no mesmo mês do ano passado.
Para amanhã (21), o mercado aguarda a divulgação do relatório semanal de vendas para exportação do USDA, além da atualização das áreas afetadas pela seca nas lavouras norte-americanas.