O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (2) em forte baixa de 15,50 pontos e 1,31%, cotado a US$ cents 1.165,25/bushel. O de agosto caiu 16,00 pontos e 1,35%, a US$ cents 1.169,00/bushel.
Em relação aos derivados, o farelo e óleo recuaram 0,09% e 0,86%, nesta ordem.
Neste pregão, o mercado reagiu principalmente aos dados mais recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que mostraram avanço acelerado da semeadura da safra 2026/27. Segundo o órgão, 87% da área prevista já foi plantada, ritmo superior ao observado no mesmo período do ano passado e também acima da média dos últimos cinco anos.
Além disso, 66% das lavouras foram classificadas como boas ou excelentes, praticamente estáveis em relação aos 67% registrados na semana anterior.
As condições climáticas seguem favoráveis ao desenvolvimento da cultura. De acordo com o boletim meteorológico do USDA, o Corn Belt continua registrando predominância de tempo seco, embora pancadas isoladas ocorram em algumas áreas do sudoeste da região.
Já o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS) informou a possibilidade de tempestades em partes de Dakota do Sul, Minnesota e Iowa, o que pode contribuir para a manutenção da umidade do solo e sustentar o potencial produtivo das lavouras.
Outro fator de pressão veio da expectativa de ampla oferta global. Além da perspectiva positiva para a safra norte-americana, os investidores acompanham a reta final da colheita recorde no Brasil, estimada pela DATAGRO em 183 milhões de toneladas.
Na Argentina, os trabalhos de campo também avançam, com a produção projetada pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) em 50,1 milhões de toneladas.