Soja encerra em expressiva baixa na CBOT nesta 4ª feira

O contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (29) em expressiva baixa de 34,00 pontos e 2,81%, cotado a US$ cents 1.178,00/bushel; o de setembro cedeu 28,75 pontos e 2,39%, a US$ cents 1.176,00/bushel. Na parcial da semana, os ativos acumulam perdas de 5,61% e 5,18%, nesta ordem.

Já no caso dos derivados, o farelo e o óleo desvalorizaram respectivos 1,56% e 2,25%.

Neste pregão, o mercado foi pressionado pelas novas projeções meteorológicas, que indicam aumento das chuvas nos últimos dias de julho e no início de agosto sobre importantes áreas do Corn Belt.

Segundo os modelos climáticos, a passagem de um sistema de instabilidade deverá elevar a umidade do solo em um período considerado decisivo para o desenvolvimento das lavouras de soja e milho, reduzindo parte das preocupações com o clima.

Ao longo de julho, as condições das lavouras foram prejudicadas por um ambiente mais quente e seco, justamente durante fases críticas do desenvolvimento das culturas. De acordo com o último levantamento do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 66% das lavouras de soja foram classificadas como boas ou excelentes, 3 pontos percentuais abaixo da semana anterior.

Parte das perdas, no entanto, foi limitada pela valorização do petróleo no mercado internacional, fator que tende a aumentar a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de oleaginosas e cereais.

No radar, o USDA divulgará amanhã (30) os dados semanais de vendas para exportação, além da atualização do monitoramento das áreas afetadas pela seca nos EUA.