O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTencerrou esta terça-feira (5) em moderada baixa de 11,25 pontos e 0,92%, cotado a US$ cents 1.211,50/bushel; o de agosto cedeu 11,00 pontos e 0,90%, a US$ cents 1.205,00/bushel.

Em relação aos derivados, o farelo caiu 0,16%, enquanto o óleo subiu 0,50%.

Neste pregão, os preços foram pressionados pelo movimento de realização de lucros, tendo em vista os ganhos anotados na sessão anterior, bem como pelo avanço das atividades de plantio no Corn Belt, área destinada às lavouras norte-americanas de soja e milho.

Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o plantio da soja 2026/27 alcançou 33% da área projetada no último domingo (3), após avançar 10 pontos percentuais em uma semana. As atividades estão acima do registrado no ano passado (28%) e da média dos últimos cinco anos (23%).

USDA projeta que os produtores norte-americanos irão semear 34,27 milhões de hectares com soja na atual temporada, um aumento de 4% ante o ciclo anterior.

Também pressionou os ativos a perspectiva de uma ampla safra global, puxada pelas safras robustas da América do Sul, em especial do Brasil e da Argentina.

Segundo a DATAGRO Grãos, os trabalhos de colheita no Brasil estão em fase final, com menos de 5% das lavouras ainda em campo. A produção é estimada pela consultoria é de 183,0 milhões de toneladas.

Enquanto isso, os agentes seguem de olho nos preços do petróleo no mercado internacional, tendo em vista sua competitividade com os biocombustíveis à base de grãos e oleaginosas.

Até o fechamento do pregão, as cotações da commidty energética apresentavam perdas, com expectativa de manutenção do acordo de cessar-fogo no Oriente Médio, mesmo após os embates militares observados na véspera (4).