O contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTencerrou esta segunda-feira (27) em forte alta de 13,50 pontos e 1,15%, cotado a US$ cents 1.177,25/bushel; o de julho avançou na mesma intensidade, a US$ cents 1.192,00/bushel.

Quanto aos derivados, o óleo e o farelo subiram 0,49% e 2,93%, nesta ordem.

Neste pregão, os preços foram beneficiados pela nova alta do petróleo no mercado internacional, em meio à paralisação das negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã.

O Brent voltou a se aproximar dos US$ 110 por barril, aumentando a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de grãos e oleaginosas.

A crise mantém o Estreito de Ormuz com fluxo comprometido, impactando o transporte de insumos estratégicos, como fertilizantes, o que atrapalha a produção de commodities agrícolas no mundo todo.

O mercado aguarda novas atualizações do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) sobre o andamento do plantio da safra 2026/27 e as condições das lavouras norte-americanas. Apesar do acelerado início da semeadura no Corn Belt, a ocorrência de tempestades recentes podem ter causado danos pontuais em áreas produtoras.

Quanto à demanda internacional, os embarques norte-americanos somaram 629 mil toneladas na semana encerrada em 23 de abril. O volume ficou 16,9% abaixo da semana anterior, mas 17,6% acima da média semanal necessária para embarcar o total projetado pelo USDA para o ano comercial 2025/26.

No radar, os investidores também acompanham a possibilidade de uma reunião entre Donald Trump e Xi Jinping em maio. O encontro pode abrir espaço para a ampliação das compras chinesas de soja e outros produtos agrícolas dos Estados Unidos.