O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (25) em forte alta de 18,75 pontos e 1,69%, cotado a US$ cents 1.127,50/bushel; o de agosto avançou 20,25 pontos e 1,81%, a US$ cents 1.137,00/bushel. Na parcial da semana, ambos os ativos subiam 0,42% e 0,72%, nesta ordem.
No caso dos derivados, o óleo e o farelo valorizaram 1,94% e 1,52%, nesta ordem.
Neste pregão, os preços foram impulsionados por um movimento de ajuste nas cotações, após perdas anotadas nas sessões anteriores, à medida que os agentes do mercado avaliam a chegada de uma onda de calor no Meio-Oeste dos Estados Unidos.
O Serviço Nacional de Meteorologia (NWM) prevê temperaturas que podem chegar a 38º C neste fim de semana, que deve se estender até o dia 4 de julho.
Segundo os analistas, em algumas regiões do Centro-Oeste Superior e das Grandes Planícies, as raízes do milho e da soja podem ainda ser superficiais e, portanto, mais suscetíveis a danos causados por grandes oscilações de temperatura, especialmente se as noites permanecerem quentes e as plantas não tiverem a oportunidade de se recuperar
Também favoreceu os preços a desvalorização do dólar perante as principais moedas globais, com baixa de 0,12% do DXY, o que favorece os embarques norte-americanos.
Paralelamente, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que as vendas para exportação de soja norte-americana somaram 1,358 milhão de toneladas. Desse total, 455 mil toneladas de soja são da safra 2025/26 e 902 mil toneladas do ciclo 2026/27. Ambos os resultados vieram dentro das projeções dos investidores.
O mercado agora aguarda a divulgação, na próxima terça-feira (30), dos relatórios de área plantada e estoques trimestrais do USDA.