Soja encerra em estabilidade na CBOT nesta 3ª feira

O contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (18) em estabilidade com viés de baixa (-0,25 ponto e -0,02%), cotado a US$ cents 1.200,75/bushel; já o de novembro fechou com viés positivo (+0,75 ponto e +0,06%), a US$ cents 1.216,75/bushel.

Quanto aos derivados, o farelo subiu 0,29%, enquanto que o óleo cedeu 2,45%.

Neste pregão, as cotações foram pressionadas por um movimento de realização de lucros, após os ganhos registrados na sessão anterior. A valorização do dólar frente às principais moedas globais também pesou sobre os futuros, com o índice DXY avançando 0,10%.

Por outro lado, a demanda internacional aquecida limitou as perdas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou hoje uma venda avulsa de 136 mil toneladas de soja para a China.

As preocupações com as condições das lavouras norte-americanas também deram suporte às cotações. Segundo o balanço semanal do USDA, 61% das lavouras de soja estavam classificadas como boas ou excelentes até domingo (16), queda de 1 ponto percentual na semana e o menor índice para esta época do ano desde 2023.

Em relação ao clima no Corn Belt, o boletim diário do USDA apontou uma linha descontínua de pancadas de chuva desde a região dos Grandes Lagos em direção ao sudoeste, com maior intensidade no Nebraska. Ao mesmo tempo, persistem inundações em áreas de baixada no centro de Illinois e Indiana, após as fortes chuvas registradas na semana passada.

“Observa-se uma grande variedade de condições agrícolas em todo o Meio-Oeste, com a umidade da camada superficial do solo variando, em nível estadual, de 71% na faixa de ‘muito baixa a baixa’, na Dakota do Norte, a 52% na categoria de ‘excesso’, em Ohio”, informou o departamento.