Soja termina em baixa na CBOT nesta 6ª feira

O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (12) em leve baixa de 1,50 ponto e 0,13%, cotado a US$ cents 1.113,50/bushel; o de agosto cedeu 1,75 ponto e 0,16%, a US$ cents 1.118,75/bushel. Na semana, os futuros acumularam perdas de 0,71% e 0,64%, nesta ordem.

Em relação aos derivados, o óleo e o farelo recuaram 0,23% e 0,13%, respectivamente.

Neste pregão, os preços foram pressionados pela forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, após novos sinais de avanço nas negociações para um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. A queda da commodity energética reduz a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de grãos e oleaginosas.

Os investidores também seguiram repercutindo o relatório de oferta e demanda (Wasde) de junho, divulgado na véspera (11) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

O documento trouxe uma revisão para cima da produção argentina de soja e elevou as estimativas de estoques finais globais da oleaginosa, tanto para a temporada atual quanto para a safra 2026/27, reforçando a percepção de oferta confortável no mercado internacional.

As condições climáticas no Corn Belt, principal região produtora de soja e milho dos EUA, continuaram sendo monitoradas pelos participantes do mercado.

Segundo o boletim climático diário do USDA, tempestades severas registradas ontem provocaram centenas de relatos de danos causados por ventos fortes, especialmente nas regiões norte e central dos estados de Illinois e Indiana, além de áreas vizinhas.

No início desta sexta-feira, as chuvas mais persistentes avançaram para o sul do Meio-Oeste, enquanto uma massa de ar mais frio e seco se espalhava pelo restante da região.

Apesar dos impactos localizados, o USDA destacou que a maior parte das lavouras de verão segue com níveis adequados de umidade, condição considerada favorável ao desenvolvimento das culturas.

Na próxima segunda-feira (15), o USDA divulgará o relatório semanal de embarques e o boletim com as condições das lavouras norte-americanas. Além disso, o mercado acompanhará a publicação do relatório mensal de esmagamento de soja da Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA (NOPA).