Soja encerra em baixa na CBOT nesta 3ª feira

O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (9) em leve baixa de 2,00 pontos e 0,18%, cotado a US$ cents 1.113,75/bushel; o de agosto cedeu 2,50 pontos e 0,22%, a US$ cents 1.118,75/bushel.

Em relação aos derivados, o farelo perdeu 0,53%, enquanto o óleo subiu 0,47%.

Neste pregão, os preços foram pressionados pelo avanço do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos e pelas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, apesar de atrasos pontuais causados pelas chuvas em algumas regiões.

Segundo o relatório semanal do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o plantio alcançou 92% da área prevista até o último domingo (7), acima dos 89% registrados no mesmo período do ano passado e dos 88% da média dos últimos cinco anos.

A emergência das plantas atingiu 79% da área cultivada, superando os 73% observados em igual período de 2025 e os 71% da média histórica. O USDA também informou que 65% das lavouras apresentam condições entre boas e excelentes.

Outro fator de pressão foi a queda dos preços do petróleo no mercado internacional, refletindo a redução das tensões no Oriente Médio. O movimento diminui a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de grãos e oleaginosas.

Pelo lado da demanda, a Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) informou que o país importou 11,79 milhões de toneladas de soja em maio, volume 15,3% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando as compras somaram 13,92 milhões de toneladas.

O dado não trouxe sustentação ao mercado, uma vez que investidores seguem aguardando compras mais robustas de produtos agrícolas norte-americanos pela China, especialmente após os acordos comerciais firmados recentemente entre Washington e Pequim.

No radar, o mercado continua acompanhando o encerramento da colheita recorde de soja no Brasil e os trabalhos finais da safra na Argentina.