O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (8) em moderada baixa de 5,75 pontos e 0,51%, cotado a US$ cents 1.115,75/bushel; o de agosto cedeu 4,75 pontos e 0,42%, a US$ cents 1.121,25/bushel.

Em relação aos derivados, o farelo perdeu 1,88%, enquanto o óleo subiu 0,59%, puxado pela alta do petróleo no mercado internacional, fator que favorece o uso do derivado na produção de biocombustíveis.

Neste pregão, os preços foram pressionados principalmente pelas condições climáticas consideradas favoráveis no Corn Belt, principal região produtora de soja e milho dos Estados Unidos.

Segundo o boletim climático diário do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as chuvas recentes vêm aumentando a umidade do solo e favorecendo o desenvolvimento das lavouras no Meio-Oeste norte-americano.

“Em algumas áreas, no entanto, o excesso de chuva causou enchentes repentinas e atrasos no trabalho de campo. Algumas das chuvas mais intensas da noite passada, com acumulados de 7 a 18 centímetros ou mais em algumas regiões, atingiram o terreno montanhoso do sudoeste do Missouri”, informou o USDA.

Apesar da pressão climática, as perdas foram parcialmente limitadas pela demanda internacional. De acordo com o USDA, os embarques norte-americanos de soja totalizaram 398 mil toneladas na semana encerrada em 4 de junho. O volume ficou dentro das expectativas do mercado, que variavam entre 300 mil e 600 mil toneladas.

Além disso, o departamento anunciou uma venda individual de 264 mil toneladas de soja para destino não revelado, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27, sinalizando continuidade do interesse internacional pela oleaginosa norte-americana.

No radar dos investidores, permanece a expectativa pela divulgação da atualização semanal do USDA sobre as condições e os estágios de desenvolvimento das lavouras dos EUA.