O contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (24) em moderada baixa de 9,00 pontos e 0,73%, cotado a US$ cents 1.216,00/bushel; o de novembro cedeu 15,25 pontos e 1,23% a US$ cents 1.224,25/bushel.
Quanto aos derivados, o óleo caiu expressivos 3,20%, enquanto que o farelo subiu 0,82%.
Neste pregão, as cotações foram pressionadas por um movimento de realização de lucros após os ganhos registrados na semana passada. A queda do petróleo no mercado internacional também pesou sobre os ativos, ao reduzir a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir da oleaginosa.
Paralelamente, os investidores continuaram repercutindo os resultados da expedição Pro Farmer Crop Tour nos Estados Unidos, que identificou problemas no desenvolvimento das lavouras de soja e milho em importantes estados produtores.
No lado da demanda, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que os embarques de soja somaram 421 mil toneladas na semana encerrada em 20 de agosto, alta de 43,2% em relação à semana anterior. O volume ficou dentro das expectativas do mercado, que variavam entre 200 mil e 450 mil toneladas.
Quanto ao clima, o boletim diário do USDA apontou temperaturas próximas das ideais para o enchimento de grãos e a maturação das culturas de verão no Corn Belt, embora as condições de umidade do solo apresentem forte variação entre as áreas produtoras.
“Pancadas de chuva e tempestades atingem partes do norte do Meio-Oeste, trazendo algum alívio às lavouras de milho e soja afetadas pela seca”, informou o departamento.
No radar, o USDA divulga ainda nesta segunda-feira a atualização semanal sobre as condições e os estágios de desenvolvimento das lavouras norte-americanas.