O contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (21) em moderada baixa de 6,50 pontos e 0,53%, cotado a US$ cents 1.219,50/bushel; o de setembro cedeu 5,00 pontos e 0,41%, a US$ cents 1.120,50/bushel.
Já os derivados fecharam em campo misto: o óleo recuou 0,51%, enquanto o farelo registrou ganho de 0,99%.
Neste pregão, o mercado de soja foi pressionado pelo movimento de realização de lucros, tendo em vista os ganhos expressivos observados na véspera (20), à medida que os agentes monitoram as condições das lavouras dos Estados Unidos.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o percentual de cultivos de soja classificadas como boas ou excelentes subiu de 65% para 66% na semana encerrada em 19 de julho. O relatório também apontou avanço do desenvolvimento da safra, com 66% das áreas em floração e 32% na fase de formação de vagens, ambos em ritmo superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Segundo o boletim diário do USDA, o calor no Corn Belt, área que engloba as safras de soja e milho, restringe-se à faixa sul da região, enquanto tempestades associadas a uma frente fria estendem-se em direção ao sudoeste, a partir da região da parte inferior dos Grandes Lagos.
Ar mais fresco e seco avança sobre o restante do Meio-Oeste, o que deve reduzir as preocupações com problemas relacionados a estiagem nas plantações.
Ademais, também pesou sobre os ativos a valorização do dólar perante as principais moedas globais, com ganho de 0,19% do DXY, fator que desfavorece os embarques norte-americanos.
No entanto, maiores perdas foram limitadas pela valorização do petróleo no mercado internacional, o que aumenta a competitividade dos biocombustíveis feitos à base de soja e cereais.