O contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (11) em moderada baixa de 10,25 pontos e 0,88%, cotado a US$ cents 1.151,50/bushel; o de setembro cedeu 10,75 pontos e 0,91%, a US$ cents 1.168,75/bushel.

Quanto aos derivados, o óleo e o farelo desvalorizaram 1,38% e 0,16%, nesta ordem.

Neste pregão, os preços foram pressionados pelo movimento de ajuste de posições antes da divulgação do relatório de oferta e demanda (Wasde) de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para esta quarta-feira (12). O documento será o primeiro da temporada a incorporar projeções para a safra norte-americana 2026/27 baseadas em levantamentos de campo.

Para a soja, o mercado espera leves reduções nas estimativas de produção e estoques finais dos EUA em 2026/27. No cenário global, as expectativas apontam para um pequeno aumento dos estoques, tanto para a nova safra quanto para a temporada anterior.

O clima no Meio-Oeste norte-americano também pressionou as cotações. Segundo o boletim diário do USDA, tempestades no Corn Belt estão elevando a umidade na camada superficial do solo, apesar de danos localizados provocados por ventos fortes e granizo.

As temperaturas permanecem, de modo geral, favoráveis ao desenvolvimento das lavouras de milho e soja, com exceção de uma onda de calor no sudoeste do cinturão agrícola, incluindo áreas do Missouri.

Os investidores também repercutiram a atualização semanal do USDA sobre as lavouras. Na soja, 93% da área alcançou a fase de floração e 74% chegou à formação de vagens, com o desenvolvimento seguindo adiantado.

Em relação às condições, 62% das lavouras foram classificadas como boas ou excelentes, queda de 1 ponto percentual na comparação semanal.

Parte das perdas foi limitada pela demanda internacional. Hoje, o USDA reportou uma venda avulsa de 136 mil toneladas de soja em grãos para a China, além de 180 mil toneladas de farelo de soja para as Filipinas.