O contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (14) em forte alta 11,75 pontos e 1,01%, cotado a US$ cents 1.177,75/bushel; já o de novembro avançou 10,25 pontos e 0,87%, a US$ cents 1.192,50/bushel. Na parcial semanal, os ativos acumularam ganhos de 1,62% e 1,38%, nesta ordem.
Quanto aos derivados, o óleo e o farelo valorizaram 0,84% e 0,91%, respectivamente.
Neste pregão, as cotações foram sustentadas pela demanda chinesa pela soja norte-americana. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou nesta sexta-feira uma nova venda avulsa de 136 mil toneladas de soja para a China.
Esta foi a quarta venda individual da oleaginosa ao país asiático reportada pelo departamento nesta semana. Na quinta-feira (13), o USDA anunciou uma operação de 125 mil toneladas; na quarta-feira (12), de 244 mil toneladas; e, na terça-feira (11), de 136 mil toneladas.
A valorização do petróleo no mercado internacional também deu suporte à soja, em meio às tensões envolvendo o Estreito de Ormuz. Preços mais elevados da commodity energética tendem a favorecer a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de óleos vegetais.
No campo climático, o boletim diário do USDA apontou tempestades em uma faixa que se estende do leste de Nebraska até Ohio, no Corn Belt, com registro de chuvas fortes e rajadas de vento.
Em algumas regiões, incluindo o centro-leste de Indiana, as precipitações atingem bacias hidrográficas que já enfrentam inundações significativas provocadas por tempestades anteriores.
Apesar dos transtornos localizados, o USDA avaliou que grande parte das chuvas no Meio-Oeste está beneficiando as lavouras de soja e milho, após um mês de julho mais quente e seco que o normal.