O contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (24) em forte alta de 10,50 pontos e 0,85%, cotado a US$ cents 1.248,00/bushel; o de setembro avançou 9,25 pontos e 0,75%, a US$ cents 1.240,25/bushel. Na semana, os vencimentos acumularam ganhos de 3,61% e 3,92%, nesta ordem.

Quanto aos derivados, o farelo subiu 0,42%, enquanto que o óleo desvalorizou 1,67%.

Milho 

O contrato de setembro do milho finalizou em estabilidade com viés de alta (0,25 ponto e 0,05%) em Chicago, cotado a US$ cents 464,25/bushel, com valorização na semana de 4,38%. O vencimento de dezembro fechou estável, a US$ cents 487,50/bushel – com ganho semanal de 4,28%.

Trigo 

O contrato de setembro do trigo negociado na CBOT cedeu 18,25 pontos e 2,62%, negociado a US$ cents 678,00/bushel, com desvalorização semanal de 0,70%. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo mês desvalorizou 14,50 pontos e 1,91%, a US$ cents 745,25/bushel – ganho semanal de 1,78%.

 

Fundamentos de mercado

Neste pregão, os preços da soja e do milho reverteram as perdas observadas no início da manhã em meio à valorização do petróleo, sustentada pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

O avanço do petróleo tende a melhorar a competitividade econômica dos biocombustíveis produzidos a partir de oleaginosas e cereais, fortalecendo a demanda por matérias-primas agrícolas.

O mercado também segue atento às condições climáticas no Corn Belt, principal região produtora de soja e milho dos EUA. A expectativa de temperaturas mais elevadas nos próximos dias aumentou as preocupações com o desenvolvimento das lavouras durante as fases de reprodução e enchimento de grãos.

Em seu boletim diário, o Departamento de Agricultura (USDA) informou que as temperaturas continuam favoráveis às culturas de verão, mas destacou que a redução da umidade do solo já preocupa em algumas áreas produtoras. Paralelamente, o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) prevê uma intensificação do calor ao longo dos próximos dias.

No mercado de trigo, o recuo refletiu principalmente a realização de lucros após a forte valorização registrada nos últimos pregões, motivada pelas preocupações com a oferta global do cereal em razão dos ataques contínuos da Rússia e da Ucrânia contra navios graneleiros e infraestruturas portuárias no Mar Negro e no Mar de Azov.

Além disso, o USDA destacou que, embora chuvas isoladas tenham ocorrido nas Planícies norte-americanas, o avanço do calor e a persistente escassez de umidade no solo seguem representando riscos para as áreas de pastagem e para as culturas de sequeiro.

Segundo o órgão, as temperaturas elevadas favorecem a colheita do trigo de inverno e aceleram a maturação dos cereais de primavera, mas a deficiência hídrica continua sendo um fator de preocupação.

Na próxima segunda-feira (27), as atenções do mercado estarão voltadas para a divulgação dos relatórios semanais do USDA sobre embarques de grãos e estágios e condições das lavouras dos EUA.