Soja encerra em alta na CBOT nesta 4ª feira

O contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTencerrou esta quarta-feira (1º) em moderada alta de 9,00 pontos e 0,80%, cotado a US$ cents 1.133,25/bushel; o de setembro subiu 6,75 pontos e 0,60%, a US$ cents 1.135,50/bushel.

Já na parcial semanal, os ativos acumulam perdas de 0,29% e 0,53%, nesta ordem.

Em relação aos derivados, o farelo subiu 0,46%, enquanto o óleo cedeu 0,36%.

Neste pregão, os preços foram impulsionados pela alta generalizada dos ativos do milho e do trigo em Chicago, bem como pela expectativa positiva do mercado de que a demanda chinesa por soja dos Estados Unidos seja retomada em breve.

A alta vem um dia depois do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgar o seu novo balanço de estoques trimestrais e de perspectiva de área plantada.

Segundo o USDA, a área destinada ao plantio da soja na safra 2026/27 foi estimada em 34,56 milhões de hectares, alta de 5% em relação ao ciclo anterior e ligeiramente acima da expectativa média do mercado, de 34,54 milhões de hectares. A área prevista para colheita foi estimada em 34,16 milhões de hectares.

Já os estoques trimestrais de soja em 1º de junho foram estimados em 28,87 milhões de toneladas, abaixo das 57,28 milhões de toneladas registradas em 1º de março e acima das 27,42 milhões de toneladas observadas no mesmo período do ano passado.

Quanto ao clima na região do Corn Belt, área que engloba as lavouras de soja e milho dos EUA, o boletim diário do USDA reportou pancadas de chuva e tempestades no norte do Meio-Oeste, onde a precipitação beneficia significativamente as lavouras de milho e soja que enfrentaram condições mais secas do que o normal nas últimas semanas.

“Nas demais áreas, observa-se tempo muito quente e seco, embora as reservas de umidade do solo permaneçam, em grande parte, abundantes”, completa o documento.

Os ganhos foram parcialmente contidos pela desvalorização do petróleo no mercado global, o que reduz a competitividade dos biocombustíveis feitos à base de grãos e oleaginosas.

Também afetou negativamente os preços a valorização do dólar frente às principais moedas globais, com alta de 0,23%, o que desfavorece as exportações norte-americanas.

Amanhã (2), o USDA divulga o seu relatório semanal de vendas para exportação, o que pode dar pistas sobre a demanda internacional por soja dos EUA.