Soja encerra 1º pregão da semana em alta na CBOT

O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTencerrou esta segunda-feira (11) em leve alta de 5,00 pontos e 0,41%, cotado a US$ cents 1.213,00/bushel; o de agosto subiu 5,25 pontos e 0,44%, a US$ cents 1.208,00/bushel.

Em relação aos derivados, o farelo se valorizou 1,60%, enquanto o óleo cedeu 0,78%.

Neste pregão, o mercado reagiu com otimismo à visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China nesta semana para reuniões com seu homólogo Xi Jinping. A expectativa é de que o encontro resulte em novos acordos comerciais envolvendo commodities agrícolas norte-americanas.

Esta será a primeira viagem de um presidente dos EUA ao país asiático desde 2017. No ano passado, os dois líderes já haviam firmado um entendimento para ampliar as compras chinesas de soja norte-americana.

No campo da demanda internacional, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que os embarques semanais de soja dos EUA totalizaram 655 mil toneladas na semana encerrada em 7 de maio, volume acima do registrado na semana anterior e em linha com as expectativas do mercado.

Quanto ao clima, o USDA sinalizou para a ocorrência de geadas e congelamentos em partes do Meio-Oeste superior dos EUA, incluindo regiões do norte de Iowa, no Corn Belt — principal cinturão produtor de soja e milho do país.

“Embora grande parte do Meio-Oeste apresente umidade adequada no solo, a onda de frio contínua está retardando a emergência e o crescimento do milho e da soja recém-plantados”, afirmou o departamento em boletim diário. Daqui a pouco, o USDA publicará seu boletim semanal atualizado com as condições e estágios das lavouras norte-americanas.

Além disso, o mercado segue atento ao Oriente Médio, após Trump rejeitar, no domingo (10), a proposta de paz apresentada pelo Irã, classificando os termos como “totalmente inaceitáveis”.

As tensões voltaram a impulsionar os preços do petróleo no mercado internacional, favorecendo a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de grãos e oleaginosas. O Brent se aproximava de US$ 105 por barril, enquanto o WTI operava próximo de US$ 100.

Para amanhã (12), os investidores aguardam a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda global (Wasde) do USDA, que trará a primeira projeção oficial para a safra norte-americana 2026/27.