Às 09h27 (horário de Brasília) desta terça-feira (25), o contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTregistrava leve baixa de 1,75 ponto e 0,14%, cotado a US$ cents 1.214,25/bushel. O vencimento de novembro recuava 3,75 pontos e 0,31%, a US$ cents 1.220,50/bushel.

Em relação aos derivados, o óleo e o farelo desvalorizavam 1,65% e 0,22%, nesta ordem.

Milho

O contrato de setembro do milho negociado na CBOT se valorizava 0,75 ponto e 0,15%, cotado a US$ cents 492,25/bushel. O vencimento de dezembro apresentava estabilidade com viés de alta (0,25 ponto e 0,05%), a US$ cents 515,75/bushel.

Trigo

O vencimento de setembro do trigo negociado em Chicago recuava 8,00 pontos e 1,17%, cotado a US$ cents 673,75/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o contrato de mesmo mês perdia 13,25 pontos e 1,77%, a US$ cents 737,25/bushel.

 

Fundamentos de mercado

Nesta manhã, os preços da soja eram pressionados pela forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, movimento que reduz a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir da oleaginosa.

No trigo, as perdas também refletiam os sinais de esforços diplomáticos para reduzir os ataques ao transporte marítimo na região do Mar Negro, diminuindo momentaneamente as preocupações com possíveis interrupções no fluxo de grãos.

Em contrapartida, o mercado repercutia a nova atualização semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apontou piora nas condições das lavouras de soja e milho. O movimento dava suporte principalmente aos futuros do cereal.

Segundo o USDA, 57% das lavouras de milho estavam classificadas em condições boas ou excelentes, queda de 3 pontos percentuais em relação aos 60% da semana anterior. No mesmo período de 2025, o índice era de 71%.

Para a soja, 60% das lavouras estavam em boas ou excelentes condições, recuo de 1 p.p. na semana. Há um ano, o percentual alcançava 69%.

No trigo de primavera, 51% das lavouras foram avaliadas em condições boas ou excelentes, queda de 1 p.p. na comparação semanal, mas acima dos 49% registrados no mesmo período de 2025.

Paralelamente, a colheita do trigo de primavera avançou para 62% da área cultivada, à frente dos 51% registrados no mesmo período do ano passado e da média dos últimos cinco anos, de 52%.