Às 10h30 (horário de Brasília) desta terça-feira (4), o contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTregistrava forte baixa de 17,25 pontos e 1,47%, cotado a US$ cents 1.156,50/bushel. O vencimento de novembro cedia 18,00 pontos e 1,51%, a US$ cents 1.174,25/bushel.

Em relação aos derivados, o farelo e o óleo caíam 0,92% e 0,86%, respectivamente.

Após subirem e ganharem fôlego na véspera, os preços da oleaginosa voltavam a cair nesta manhã, pressionados pelo acelerado ritmo de desenvolvimento das lavouras norte-americanas.

Levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) realizado até domingo (2) mostra  88% da área semeada na safra 2026/27 alcançou a fase de floração, contra 84% no mesmo período do ano passado e na média das últimas cinco temporadas. O avanço semanal foi de 8 pontos percentuais.

Além disso, 62% das lavouras já chegou à fase de formação de vagens, avanço de 15 p.p. em relação à semana anterior. O ritmo também está acima do registrado no mesmo período de 2025 (56%) e da média dos últimos cinco anos (55%).

Quanto às condições climáticas, atualização diária do USDA indica que uma frente fria que avança pelo alto Meio-Oeste está provocando pancadas de chuva e tempestades, favorecendo o desenvolvimento vegetativo. “O sistema é acompanhado por uma massa de ar mais frio para esta época do ano, com temperaturas máximas previstas para hoje entre 21°C a 24°C na porção norte do Corn Belt.

As condições meteorológicas favoráveis que foram observadas mais recentemente fizeram as condições das lavouras de soja se manterem estáveis na última semana, após uma piora acentuada registrada na anterior. Segundo o USDA, 63% estão classificadas como boas/excelentes, 28% como regulares e 9% como ruins/muito ruins.

Limitando maiores perdas, a demanda internacional segue aquecida pelo oleaginosa norte-americana. Mais cedo, o USDA relatou que exportadores realizaram uma venda individual de 132 mil toneladas de soja para a China, com entrega programada para o ano comercial 2026/27.

Esse é o segundo dia consecutivo que o USDA relata uma venda avulsa da oleaginosa para o país asiático. Na véspera (3), foi informada uma de 488 mil toneladas, também com entrega programada para 2026/27, além de uma outra para um destino desconhecido, com volume de 136,15 mil toneladas.

Milho

O contrato de setembro do milho negociado na CBOT recuava 3,25 pontos e 0,72%, cotado a US$ cents 446,00/bushel. O vencimento de dezembro caía 4,00 pontos e 0,85%, a US$ cents 468,50/bushel.

As cotações do cereal também são pressionadas pelo clima mais favorável no Corn Belt e pelo acelerado ritmo de desenvolvimento da lavouras.

Até o último domingo, 90% da área semeada já alcançou a fase de embonecamento, avanço de 12 p.p. em relação à semana anterior. O índice está acima dos 86% registrados no mesmo período de 2025 e também supera a média dos últimos cinco anos (87%).

Além disso, 40% das lavouras entraram na fase de espigamento e 6% já alcançaram a fase de enchimento de espiga. Ambos os ritmos se encontram adiantados em relação à média plurianual.

Por outro lado, diferentemente da soja, as condições das lavouras de milho apresentaram nova pior na última semana. Segundo o USDA, 61% estão classificadas como boas/excelentes, baixa de 2 p.p. em relação à semana anterior e inferior aos 73% registrados na mesma época de 2025. Do restante, 25% foram avaliadas como regulares e 14% como ruins/muito ruins.

O petróleo caía mais de 4,5% no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

No radar, a colheita da safrinha no Brasil, que se encontra próxima de 60% da área cultivada e a finalização dos trabalhos na Argentina, que deverá ter uma safra recorde de cerca de 65 milhões de toneladas.

Trigo

O vencimento de setembro do trigo negociado em Chicago recuava 12,25 pontos e 1,88%, cotado a US$ cents 638,75/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), contrato de mesmo mês cedia 11,00 pontos e 1,53%, a US$ cents 706,25/bushel.

O novo boletim do USDA indicou que a colheita do trigo de inverno avançou para 86% da área cultivada, após um progresso semanal de 5 p.p. O ritmo supera os 85% registrados no mesmo período de 2025 e está em linha com a média plurianual.

Já a colheita do trigo de primavera alcançou 5% da área cultivada – atrasada na comparação com a média dos últimos cinco anos (8%). Além disso, 98% das lavouras encontram-se na fase de perfilhamento.

Quanto às condições das lavouras, as áreas classificadas como boas/excelentes representam 55% do total, acima do registrado no ano passado (48%). Ademais, 33% estão classificadas como regulares e 12% como ruins/muito ruins.