Às 9h43 (horário de Brasília) desta quinta-feira (9), o contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT)apresentava moderada baixa de 10,50 pontos e 0,88%, cotado a US$ cents 1.182,75/bushel. O vencimento de setembro caía 10,00 pontos e 0,84%, a US$ cents 1.173,50/bushel. Na parcial da semana, por outro lado, os futuros acumulam ganhos de 4,09% e 3,30%, respectivamente.

Quanto aos derivados, o óleo recuava 0,52%, enquanto o farelo subia 0,29%.

Nesta manhã, o mercado realizava lucros, tendo em vista a sequência de altas anotada no começo desta semana. Também pesa sobre os preços da oleaginosa as condições climáticas ao desenvolvimento da safra 2026/27 no Corn Belt, cujas lavouras começam a entrar em fase reprodutiva.

Boletim diário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostra que “as temperaturas e os níveis de umidade do solo permanecem, em sua maior parte, favoráveis para as culturas de verão no Cinturão do milho”.

As chuvas estão distribuídas de forma isolada pelo Meio-Oeste, com os maiores volumes registrados no início de hoje em partes de Missouri.

Em 5 de julho, a umidade da camada superficial do solo nas regiões agrícolas foi classificada como 17% acima do normal em Missouri, com índices ainda mais elevados em Iowa (18%), Indiana (22%), Illinois (26%) e Michigan (27%).

Limitando maiores perdas, a demanda internacional segue aquecida pela oleaginosa norte-americana. Mais cedo, o USDA informou que exportadores norte-americanos realizaram duas vendas individuais de soja, sendo uma de 136 mil toneladas para a China e outra de 120 mil toneladas para um destino desconhecido. Ambas possuem entrega programada para o ano comercial 2026/27.

O Departamento também publicou os registros de vendas para exportação da semana encerrada em 2 de julho, indicando que foram comercializadas 54,3 mil toneladas de soja para entrega em 2025/26, volume 30% superior em relação à semana anterior, e 408,3 mil toneladas para envio em 2026/27.

Milho

O contrato de setembro do milho negociado em Chicago recuava 4,25 pontos e 0,98%, cotado a US$ cents 430,75/bushel; o de dezembro cedia 5,00 pontos e 1,10%, a US$ cents 451,25/bushel. Na semana, os vencimentos acumulam ganhos de 1,83% e 2,21%, nesta ordem.

O mercado de milho também realiza lucros, tendo em vista os ganhos anotados desde o último dia 30, quando o USDA confirmou uma área plantada com o cereal 3% menor na safra 2026/27.

Também pesa sobre as cotações do grão as boas condições climáticas no Corn Belt e a desvalorização de quase 1% do petróleo no mercado internacional, apesar da retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. A desvalorização do combustível fóssil reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

As vendas líquidas da semana encerrada em 2 de julho somaram 565,8 mil toneladas para exportação no ano comercial 2025/26 e 401,7 mil toneladas para embarque em 2026/27 – ambos desempenhos vieram abaixo do esperado pelo mercado.

No radar do mercado de milho, o avanço da colheita da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil e a lentidão dos trabalhos de colheita na Argentina, embora os desempenhos produtivos estejam melhores este ano

Trigo

O contrato de setembro do trigo negociado na CBOT registrava leve alta de 1,25 ponto e 0,21%, cotado a US$ cents 609,00/bushel, com ganho semanal acumulado de 1,54%. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês do cereal subia 1,75 ponto e 0,27%, a US$ cents 647,00/bushel, com valorização de 1,33% na semana.

O mercado de trigo segue atento à colheita da safra de inverno, que se aproxima do seu terço final, e ao desenvolvimento das lavouras de primavera.

Quanto às condições climáticas, boletim diário do USDA indica que, nas Planícies, o tempo instável, com pancadas de chuva, predomina até o norte de Oklahoma. No entanto, o clima quente e seco persiste nas Planícies do Sul, onde as temperaturas máximas de hoje deverão se aproximar ou atingir 38°C.

“Os produtores das Planícies do Norte vêm enfrentando condições climáticas favoráveis neste momento, mas já se preparam para uma onda de calor que deve atingir seu pico no domingo (12)”, afirma o USDA.

As comercializações da semana encerrada em 2 de julho somaram 313,1 mil toneladas para exportação no ano comercial 2026/27, volume em linha com o esperado pelo mercado.

Amanhã (10), o USDA publicará o relatório de oferta e demanda de julho.