Às 09h40 (horário de Brasília) desta quarta-feira (5), o contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em moderada baixa de 7,00 pontos e 0,60%, cotado a US$ cents 1.151,75/bushel. O vencimento de novembro cedia 7,25 pontos e 0,62%, a US$ cents 1.170,50/bushel. Na parcial semanal, os ativos 1,62% e 1,43%, nesta ordem.
Em relação aos derivados, o farelo e o óleo caíam 0,96% e 0,16%, respectivamente.
Milho
O contrato de setembro do milho negociado na CBOT recuava 3,75 pontos e 0,85%, cotado a US$ cents 438,50/bushel, com perda semanal parcial de 0,51%. O vencimento de dezembro caía 4,00 pontos e 0,86%, a US$ cents 461,50/bushel – desvalorização semanal de 0,54%.
Trigo
O vencimento de setembro do trigo negociado em Chicago avançava 5,75 pontos e 0,90%, cotado a US$ cents 644,25/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), contrato de mesmo mês cedia 5,50 pontos e 0,78%, a US$ cents 712,500/bushel. Ambos os ativos acumulam ganhos parciais na semana, de 0,78% e 0,71%, nesta ordem.
Fundamentos de mercado
Nesta manhã, soja e milho eram pressionados pela nova queda do petróleo no mercado internacional, após o Catar informar que os mediadores avançavam nas negociações para encerrar o conflito entre Estados Unidos e Irã. A expectativa de redução das tensões diminui a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de oleaginosas e cereais.
Ao mesmo tempo, o mercado segue atento aos desdobramentos no Oriente Médio. Rebeldes Houthis, do Iêmen, aliados ao Irã, afirmaram ter atacado um navio-tanque saudita no Mar Vermelho, aumentando as incertezas sobre um acordo definitivo.
No campo norte-americano, as previsões de chuvas no Corn Belt também contribuíam para a pressão sobre os preços. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), os estados de Iowa e Illinois, os maiores produtores de soja e milho dos EUA, deverão receber precipitações ao longo do restante da semana. Além disso, as previsões indicam temperaturas mais amenas nos próximos seis a dez dias, favorecendo o desenvolvimento das lavouras.
No mercado de trigo, os preços encontravam suporte nas preocupações com o escoamento da produção pelo Mar Negro. O ministro da Agricultura da Ucrânia afirmou que as rotas alternativas de exportação não terão capacidade suficiente antes do fim de agosto e deverão operar com apenas cerca de metade do volume normalmente embarcado pelos portos afetados pelos ataques russos.
Também permaneceu no radar a situação logística na Argentina. Uma greve de práticos chegou a paralisar as operações portuárias na terça-feira (4), interrompendo temporariamente a movimentação de navios. No entanto, o governo argentino informou que alcançou um acordo com representantes da categoria, permitindo a retomada das atividades nos principais portos do país.