O contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (23) em leve alta de 4,50 pontos e 0,36%, cotado a US$ cents 1.237,50/bushel; o de setembro avançou 5,00 pontos e 0,41%, a US$ cents 1.231,00/bushel. Na parcial da semana, os vencimentos acumulam ganhos de 2,74% e 3,14%, nesta ordem.
Quanto aos derivados, o óleo subiu 0,15%, enquanto que o farelo desvalorizou 0,51%.
Milho
O contrato de setembro do milho finalizou com ganhos de 2,00 pontos e 0,43% em Chicago, cotado a US$ cents 464,00/bushel, com valorização parcial na semana de 4,33%. O vencimento de dezembro anotou alta 2,75 pontos e 0,57%, a US$ cents 487,50/bushel – com ganho semanal de 4,28%.
Trigo
O contrato de setembro do trigo negociado na CBOT cedeu 9,50 pontos e 1,35%, negociado a US$ cents 696,25/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo mês desvalorizou 3,75 pontos e 0,49%, a US$ cents 759,75/bushel. Por outro lado, no recorte semanal, os contratos acumulam avanços de 1,98% e 3,76%, nesta ordem.
Fundamentos de mercado
Neste pregão, os ativos de soja e milho receberam suporte da expressiva valorização dos preços do petróleo no mercado internacional, com o contrato tipo Brent acima dos US$ 100 o barril e do WTI acima dos US$ 92 o barril, em decorrência do aumento das tensões no Oriente Médio, entre os Estados Unidos e o Irã.
A valorização da commodity energética tende a beneficiar os biocombustíveis feitos à base de oleaginosas e cereais.
Além disso, também favoreceram os preços as preocupações com o clima mais quente e seco no Corn Belt, onde estão as lavouras de soja e milho norte-americanas.
Segundo o boletim diário do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o clima na região prevalece um clima ameno e, em grande parte, seco. Eventuais pancadas de chuva restringem-se ao sudoeste da região.
A seca é mais acentuada na faixa oeste do Cinturão do Milho, área que também registrou temperaturas mais elevadas nas últimas semanas em comparação com outras partes do Meio-Oeste.
No mercado de trigo, os investidores promoveram um movimento de realização de lucros, após a disparada dos preços nas sessões anteriores em decorrência das preocupações com a demanda global, tendo em vista a guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
Nas lavouras de trigo dos EUA, o calor intenso diminuiu, embora as temperaturas máximas de hoje ainda possam atingir 38°C em áreas que se estendem ao norte, chegando ao sudeste do Colorado e ao sudoeste do Kansas, disse o USDA.
Em partes das Planícies centrais, condições mais amenas estão beneficiando as áreas de pastagem natural e cultivada, bem como as culturas de verão.
“No entanto, persiste um estresse hídrico significativo em muitas áreas; em 19 de julho, 75% das pastagens no Colorado e 68% em Nebraska foram classificadas como estando em condições de muito ruins a ruins”, diz o documento.
Ademais, o USDA reportou hoje o desempenho das exportações semanais da safra 2025/26 e 2026/27.
Para a soja, foram comercializadas 56 mil toneladas da safra atual e 1,537 milhão da nova, ambas em linha com as projeções do mercado.
Já no milho, o volume de 333 mil toneladas da safra velha veio abaixo do esperado, enquanto que os 702 da nova ficaram conforme as previsões.
Por fim, os embarques de trigo do ciclo 2026/27 totalizaram 290 mil toneladas, em linha com o mercado.