Às 11h (horário de Brasília) desta terça-feira (21), o contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTavançava 5,75 pontos e 0,49%, cotado a US$ cents 1.171,50/bushel; o de julho subia 6,00 pontos e 0,51%, a US$ cents 1.187,75/bushel.

Suporte pela valorização dos derivados: nesta manhã, o óleo anotava ganho de 1,26%, enquanto o farelo apresentava estabilidade com viés de alta (0,03%).

O mercado segue com as atenções voltadas sobre o andamento do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos. Dados divulgados ontem (20) pelo Departamento de Agricultura (USDA) mostram que a semeadura a alcançou 12% da área projetada, após avançar 6 pontos percentuais em uma semana.

No mesmo período do ano passado, os trabalhos estavam em 7%; na média dos últimos cinco anos, em 6%. O USDA projeta que os produtores norte-americanos irão semear 34,27 milhões de hectares com soja na atual temporada, um aumento de 4% ante o ciclo anterior.

Em seu boletim climático diário, o departamento apontou que as temperaturas máximas de hoje alcançarão 27 °C até mesmo no norte de Iowa, permitindo que áreas mais úmidas comecem a secar e o plantio avance de modo mais expressivo.

As inspeções de cargas de soja para exportação referentes à semana encerrada em 16 de abril vierem dentro do esperado pelo mercado, conforme divulgado ontem pelo USDA.

A finalização de uma colheita recorde no Brasil, que deve superar 180 milhões de toneladas, e novas pistas sobre o apetite chinês pela soja norte-americana seguem no radar. Na véspera, Pequim divulgou um documento projetando que as importações de soja devem recuar para 82,55 milhões de toneladas em 2035, queda de 26,2% frente ao recorde de 111,83 milhões de toneladas em 2025.

Milho 

Os contratos de maio e julho do milho negociados na CBOT avançavam 1,25 ponto e 0,28%, cotados a US$ cents 453,25/bushel e a US$ cents 461,50/bushel, respectivamente.

O progresso do plantio da nova safra também segue pautando o mercado de milho. O USDA aponta que a semeadura progrediu 6 p.p. na última semana, alcançando 11% da área estimada (38,58 milhões de hectares), ritmo em linha com o ciclo passado e levemente a frente da média plurianual (9%).

Além disso, 4% da área já atingiu a fase de emergência, ante 2% na temporada anterior e na média plurianual.

Após avançar mais de 6% ontem, os preços do petróleo recuavam moderadamente nesta manhã, com o mercado de olho nas negociações entre os EUA e o Irã por um prolongamento do cessar-fogo. A desvalorização do combustível fóssil reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

Há pouco, o USDA relatou duas vendas individuais de milho, uma de 316 mil toneladas para o México e outra de 120 mil toneladas para destino desconhecido. Reportadas ontem, as inspeções de milho para exportação referentes à semana passada também vierem dentro do esperado pelo mercado.

Na América do Sul, a perspectiva segue de oferta elevada. Na Argentina, as duas principais entidades agrícolas aumentaram recentemente suas projeções para a safra 2025/26 do país; já no Brasil, os relatos indicam bom desenvolvimento da safra de inverno, que representa mais de 80% da produção nacional.

Trigo

Na contramão dos outos grãos, o vencimento de maio do trigo negociado em Chicago caía 2,25 pontos e 0,38%, cotado a US$ cents 594,75/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão recuava 2,00 pontos e 0,31%, a US$ cents 633,00/bushel.

O USDA divulgou que 20% das lavouras cultivadas com trigo de inverno alcançaram a fase de espigamento (progresso semanal de 9 p.p.), contra 14% em igual período da última safra e 12% na média dos últimos cinco anos.

Da área cultivada, 30% das lavouras apresentam condições boas e excelentes – contra 34% na semana passada e 45% em igual altura do ciclo anterior. Ademais, 37% estão em situação mediana e 33% em ruins e muito ruins.

Já o plantio do trigo de primavera atingiu 12% da área projetada – mesmo ritmo visto na média dos últimos cinco anos –, após avançar 6 p.p. em uma semana. Na mesma época da temporada passada, a semeadura estava em 16%.

No radar, a informação de que o Ministério da Agricultura da Rússia tornou isento os embarques de trigo do imposto de exportação do país, a partir de 22 de abril. Anteriormente a taxa era de 329 rublos por tonelada.