Às 9h27 (horário de Brasília) desta quarta-feira (19), o contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava moderada alta de 11,75 pontos e 0,98%, cotado a US$ cents 1.212,50/bushel, com ganho na parcial da semana de 2,95%. O vencimento de novembro avançava 12,25 pontos e 1,01%, a US$ cents 1.229,00/bushel – valorização semanal de 3,06%.
Em relação aos derivados, o farelo e o óleo subiam 0,70% e 1,19%, nesta ordem.
Milho
O contrato de setembro do milho negociado na CBOT se valorizava 3,00 pontos e 0,65%, cotado a US$ cents 466,25/bushel, com alta na parcial semanal de 1,58%. O vencimento de dezembro apresentava ganho de 3,25 pontos e 0,67%, a US$ cents 491,25/bushel – avanço semanal parcial de 1,60%.
Trigo
O vencimento de setembro do trigo negociado em Chicago subia 2,75 pontos e 0,41%, negociado a US$ cents 677,25/bushel, mas com perda na semanal parcial de 1,11%.
Já na Bolsa de Kansas (KCBT), o contrato de mesmo mês cedia 1,25 ponto e 0,17%, a US$ cents 742,50/bushel, com desvalorização semanal de 1,56%.
Fundamentos de mercado
Nesta manhã, soja e milho encontravam suporte nas preocupações com o potencial produtivo das lavouras no Meio-Oeste dos Estados Unidos.
Os investidores acompanham as avaliações de campo da Pro Farmer, após o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reduzir suas projeções de produtividade para milho e soja na semana passada. Os primeiros relatos apontaram perspectivas menos favoráveis em Indiana e Nebraska, com potencial produtivo do milho abaixo dos níveis registrados no ano passado e contagem de vagens de soja inferior aos parâmetros de referência.
A desvalorização do dólar frente às principais moedas globais também favorecia as commodities agrícolas, ao tornar os produtos norte-americanos mais competitivos no mercado internacional. O DXY recuava 0,47% no período.
Outro fator de suporte era a valorização do petróleo, movimento que tende a ampliar a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de oleaginosas e cereais.
No trigo, o mercado permanecia dividido. Por um lado, as interrupções nas exportações pelo Mar Negro, em meio aos contínuos ataques russos e ucranianos à navegação, inclusive nas proximidades do porto russo de Novorossiysk, davam sustentação às cotações.
Por outro, agentes avaliam que a redução momentânea dos embarques não representa necessariamente perda definitiva de oferta, uma vez que parte das cargas estaria sendo acumulada nos portos e poderá ser escoada nos próximos meses.
Quanto ao clima nos EUA, o Serviço Nacional de Meteorologia mantém avisos e alertas de inundação para extensas áreas do centro de Illinois e Indiana. Vários rios estão transbordando ou próximos de atingir níveis de inundação após o excesso de chuvas.
Novas pancadas são previstas para esta quarta-feira em áreas onde os solos já estão saturados, mantendo elevado o risco de novas inundações.