Às 10h18 (horário de Brasília) desta quinta-feira (4), o contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTregistrava moderada baixa de 6,50 pontos e 0,56%, cotado a US$ cents 1.147,50/bushel, com perda na parcial da semana de 3,31%. O de agosto cedia 6,75 pontos e 0,58%, a US$ cents 1.151,50/bushel – desvalorização semanal de 3,26%.

No caso dos derivados, o farelo e o óleo recuavam 0,67% e 0,16%, nesta ordem.

Milho

O contrato de julho do milho negociado na CBOT perdia 3,75 pontos e 0,87%, cotado a US$ cents 427,75/bushel, com desvalorização na parcial da semana de 4,25%. O de setembro apresentava mesma queda, a US$ cents 436,50/bushel, com perda na semana de 4,22%.

Trigo

O vencimento de julho do trigo negociado em Chicago subia 1,00 ponto e 0,17%, cotado a US$ cents 588,25/bushel, mas com perda na parcial da semana de 3,64%.

Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão apresentava viés de alta (0,25 ponto +0,04%), a US$ cents 624,25/bushel – desvalorização semanal de 3,95%.

 

Fundamentos de mercado

Nesta manhã, o principal fator de pressão sobre soja e milho segue sendo a previsão de clima favorável no Meio-Oeste dos Estados Unidos. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), sistemas de tempestades devem levar volumes expressivos de chuva para áreas do sudeste de Nebraska, noroeste do Missouri e grande parte de Iowa nos próximos dias.

Embora cerca de 20% das áreas produtoras de milho e soja ainda enfrentem condições de seca, os modelos meteorológicos indicam um padrão mais úmido para os próximos 11 a 15 dias, reforçando as expectativas de bom desenvolvimento das lavouras.

No campo da demanda, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que as vendas líquidas de milho da safra 2025/26 somaram 883,3 mil toneladas na semana encerrada em 28 de maio. O volume representa queda de 13% frente à semana anterior e de 32% em relação à média das quatro semanas anteriores.

Para a soja, as vendas líquidas totalizaram 276,9 mil toneladas no mesmo período. O resultado ficou 8% abaixo do registrado na semana anterior, mas 24% acima da média das últimas quatro semanas.

Outro fator acompanhado pelo mercado é a produção de etanol nos EUA. Dados da Administração de Informação de Energia (EIA) mostraram que a produção diária média do biocombustível avançou para 1,108 milhão de barris na semana encerrada em 29 de maio, acima dos 1,089 milhão de barris registrados na semana anterior.

No mercado de trigo, os investidores ajustavam posições, tendo em vista as perdas na semana, à medida que os agentes avaliam o avanço da colheita do trigo de inverno nos EUA e das perspectivas de aumento da produção na Rússia, principal exportador global do cereal.

As vendas semanais de trigo para exportação da safra 2026/27 alcançaram 838,5 mil toneladas, enquanto previsões meteorológicas apontam chuvas para partes de Oklahoma e do Texas, importantes regiões produtoras norte-americanas, nos próximos dias.