Às 9h50 (horário de Brasília) desta segunda-feira (13), o contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em leve alta de 5,50 pontos e 0,46%, cotado a US$ cents 1.197,25/bushel. O vencimento de setembro avançava 5,00 pontos e 0,42%, a US$ cents 1.169,25/bushel.
Quanto aos derivados, o farelo ganhava 1,89%, enquanto o farelo recuava 0,47%.
Milho
O contrato de setembro do milho negociado em Chicago valorizava 5,50 pontos e 1,25%, cotado a US$ cents 445,00/bushel; o de dezembro subia 6,25 pontos e 1,36%, a US$ cents 467,25/bushel.
Trigo
O contrato de setembro do trigo negociado na CBOT registrava leve baixa de 2,00 pontos e 0,31%, cotado a US$ cents 638,25/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês recuava 1,25 ponto e 0,18%, a US$ cents 675,00/bushel.
Fundamentos de mercado
Nesta manhã, os ganhos da soja e do milho refletiam a forte valorização do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de grãos e oleaginosas.
Também davam sustentação às cotações as previsões de calor intenso no Corn Belt. A expectativa é de que a onda de calor que atingiu as Planícies do Norte durante o fim de semana avance para o oeste do Cinturão do Milho dos Estados Unidos ao longo desta semana. Além das temperaturas elevadas durante o dia, as mínimas noturnas também deverão permanecer acima da média, condição considerada desfavorável ao milho em fase de polinização.
O mercado também continua repercutindo o relatório mensal de oferta e demanda divulgado na última sexta-feira pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
Para a soja, o USDA estimou uma produção recorde de 121,79 milhões de toneladas na safra 2026/27, alta de 5% em relação às 115,99 milhões de toneladas colhidas na temporada anterior. Apesar da safra histórica, o departamento reduziu a projeção de estoques finais para 2025/26 e manteve praticamente inalterada a estimativa para 2026/27. Além disso, os cortes acima do esperado nos estoques mundiais das duas temporadas reforçaram o viés altista do mercado.
No milho, o relatório também trouxe fundamentos considerados positivos. O USDA reduziu as estimativas de estoques finais dos Estados Unidos para as safras 2025/26 e 2026/27 e revisou para baixo os estoques globais em ambos os ciclos. A produção mundial para 2026/27 foi reduzida de 1,300 bilhão para 1,297 bilhão de toneladas.
Nos EUA, a projeção para a safra 2026/27 foi elevada marginalmente, de 406,29 milhões para 406,42 milhões de toneladas. Apesar do ajuste, o volume representa queda de cerca de 6% em relação ao recorde de 432,34 milhões de toneladas obtido na temporada anterior, mantendo-se como a segunda maior produção da série histórica.
Já o trigo era pressionado pelo movimento de realização de lucros após os ganhos registrados na semana passada e pela redução das preocupações quanto ao abastecimento global, diante da menor percepção de risco envolvendo as exportações de Rússia e Ucrânia.
No campo, o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS) informou que o calor extremo deverá persistir nas Planícies do Norte, principal região produtora de trigo de primavera, e também em áreas do Meio-Oeste Superior.
No radar dos investidores, o USDA divulga ainda hoje os relatórios semanais de embarques e de atualização das condições e estágios das lavouras norte-americanas.