O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTencerrou esta quinta-feira (14) em expressiva baixa de 36,50 pontos e 2,97%, cotado a US$ cents 1.192,50/bushel; o de agosto caiu 33,75 pontos e 2,76%, a US$ cents 1.189,75/bushel. Na parcial da semana, os ativos acumulam perdas de 1,28% e 1,08%, nesta ordem.

Em relação aos derivados, o farelo e o óleo caíram 1,77% e 0,89%, respectivamente.

Neste pregão, o mercado foi pressionado por um movimento de realização de lucros, após os ganhos registrados na terça-feira (12), bem como pela frustração dos agentes diante da ausência de anúncios relevantes envolvendo o comércio agrícola entre os Estados Unidos e a China.

O presidente Donald Trump segue em missão oficial em Pequim até sexta-feira (15), acompanhado de executivos de grandes empresas norte-americanas, incluindo representantes da Cargill.

Apesar do discurso de cooperação entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, analistas avaliam que Pequim dificilmente ampliará significativamente suas compras de soja norte-americana para além do compromisso já existente de adquirir 25 milhões de toneladas anuais da oleaginosa.

Por outro lado, o mercado considera um possível aumento nas compras chinesas de milho, sorgo, trigo e proteínas animais dos EUA.

Também pesaram sobre as cotações os dados semanais de exportação divulgados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Segundo o órgão, as vendas líquidas de soja da safra 2025/26 somaram apenas 102,1 mil toneladas na semana encerrada em 7 de maio.

O volume foi o menor do atual ano comercial, ficando 28% abaixo da semana anterior e 60% inferior à média das últimas quatro semanas.

No campo, o ritmo de plantio da safra 2026/27 nos EUA segue acelerado. Até domingo (10), cerca de 49% da área destinada à soja já havia sido semeada, acima da média histórica de 36% e também superior ao registrado no mesmo período do ciclo passado (45%).

Em relação ao clima no Corn Belt — principal região produtora de soja e milho dos EUA — o boletim diário do USDA destacou contraste entre o calor a oeste do rio Mississippi e o frio persistente no leste da região.

“Geadas isoladas foram observadas esta manhã na região dos Grandes Lagos, incluindo partes de Wisconsin. Apesar do clima frio no centro e leste da região produtora de milho, as atividades de plantio estão avançando”, informou o departamento.

No radar, os investidores seguem acompanhando os desdobramentos das tensões diplomáticas entre EUA e Irã no Oriente Médio, além do avanço final da colheita de soja no Brasil.