Às 9h55 (horário de Brasília) desta quarta-feira (29), o contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOToperava em forte baixa de 13,50 pontos e 1,11%, cotado a US$ cents 1.198,50/bushel. O de setembro cedia 13,75 pontos e 1,14%, a US$ cents 1.194,00/bushel. Na parcial da semana, ambos os ativos acumulam perdas de 3,97%.

No caso dos derivados, o farelo desvalorizava 0,91%, enquanto que o óleo apresentava viés de alta (+0,06%).

Na véspera (28), os ativos fecharam no campo positivo, com alta de 0,29% para o ativo de agosto, a US$ cents 1.212,00/bushel, e de 0,42% para o de setembro, a US$ cents 1.204,75/bushel.

Nesta manhã, o mercado repercutia novas previsões meteorológicas indicando chuvas sobre importantes áreas produtoras do Corn Belt, principal região de cultivo de soja e milho dos Estados Unidos.

São esperadas tempestades e precipitações em partes de Nebraska, Iowa e Illinois até o próximo fim de semana, cenário que pode favorecer o desenvolvimento das lavouras e melhorar as perspectivas para a safra norte-americana.

Além do clima, a expectativa de maior disponibilidade de soja no mercado global também pesava sobre as cotações.

Na terça-feira (28), a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou sua projeção para as exportações brasileiras de soja em 2026 para um recorde de 115,4 milhões de toneladas, alta de 1,1% em relação à estimativa divulgada em junho. A entidade também revisou para cima sua projeção para o esmagamento da oleaginosa no país.

No cenário macroeconômico, os investidores aguardam a decisão de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), do Federal Reserve (Fed), prevista para as 15h.

Segundo a ferramenta FedWatch, da CME Group, 64% dos analistas esperam que o banco central norte-americano mantenha a taxa básica de juros no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano, enquanto 36% apostam em uma elevação de 0,25 ponto percentual.