Às 9h36 (horário de Brasília) desta terça-feira (26) o contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOToperava em leve baixa de 5,50 pontos e 0,46%, cotado a US$ cents 1.191,00/bushel. O de agosto recuava 4,50 pontos e 0,38%, a US$ cents 1.190,50/bushel.

No último pregão (22), os ativos fecharam no campo positivo, com alta de 0,19% para o de julho, a US$ cents 1.196,50/bushel, e de 0,13% para o de julho, a US$ cents 1.195,00/bushel.

As negociações estiveram suspensas ontem (25) em decorrência do feriado de Memorial Day nos Estados Unidos.

No caso dos derivados, o farelo e o óleo recuavam 0,60% e 0,32%, respectivamente.

Nesta manhã, os preços eram pressionados pela perspectiva de avanço de um acordo de paz entre EUA e Irã, o que pode levar à retomada gradual do fluxo comercial no Estreito de Ormuz, mesmo diante do impasse diplomático entre os dois países.

O mercado também repercutia as condições climáticas favoráveis no Corn Belt, principal região produtora de soja e milho dos EUA.

Segundo dados do U.S. Drought Monitor, apenas 2,3% do estado de Iowa enfrentava condições de seca, ante 11% há três meses. Em Illinois, o percentual caiu para 4,1%, frente aos quase 74% registrados em fevereiro. Os dois estados estão entre os maiores produtores de soja e milho dos EUA.

No conjunto de nove estados monitorados pelo órgão — incluindo Minnesota, Wisconsin, Michigan, Indiana, Ohio, Missouri e Kentucky — cerca de 13% da área apresentava seca, abaixo dos 30% registrados três meses atrás.

De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS), as chuvas registradas durante a noite em partes centrais de Iowa devem beneficiar as lavouras, com previsão de novas tempestades entre hoje e amanhã (27).

Ademais, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reporta hoje o relatório semanal de embarques, bem como o boletim com os estágios e condições das lavouras.

No radar, os investidores seguem acompanhando a reta final da colheita brasileira e a expectativa de ampla safra na Argentina, estimada acima de 50 milhões de toneladas pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA).