Às 9h24 (horário de Brasília) desta terça-feira (21), o contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em moderada baixa de 9,25 pontos e 0,75%, cotado a US$ cents 1.216,75/bushel. O vencimento de setembro recuava 5,75 pontos e 0,47%, a US$ cents 1.209,75/bushel.
Na véspera (20), os ativos fecharam em alta, com valorização de 1,78% e 1,84%, cotados a US$ cents 1.226,00/bushel e US$ cents 1.125,50/bushel, nesta ordem.
Quanto aos derivados, o óleo perdia 0,36%, enquanto o farelo operava em viés de alta (+0,06%).
Nesta manhã, o mercado era pressionado pelo movimento de realização de lucros após a valorização na sessão de ontem, além da repercussão do relatório semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que mostrou melhora nas condições das lavouras norte-americanas.
Segundo o USDA, o percentual de lavouras de soja classificadas como boas ou excelentes subiu de 65% para 66% na semana encerrada em 19 de julho. O relatório também apontou avanço do desenvolvimento da safra, com 66% das áreas em floração e 32% na fase de formação de vagens, ambos em ritmo superior ao registrado no mesmo período de 2025.
As condições climáticas seguem no radar dos investidores. De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), uma nova onda de calor extremo deve atingir áreas entre o sul do Kansas e o sul de Indiana nesta terça-feira. Ao mesmo tempo, a previsão indica chuvas em partes de Ohio, norte do Missouri e sudoeste de Iowa, o que pode amenizar o estresse hídrico em parte das lavouras.
A expectativa também é de que as precipitações previstas para a região do Delta contribuam para manter a umidade do solo, embora áreas produtoras do norte do Corn Belt ainda possam registrar avanço da seca.
Além disso, os investidores continuam repercutindo os dados de embarques semanais divulgados pelo USDA. Na semana encerrada em 16 de julho, os Estados Unidos exportaram 297 mil toneladas de soja, volume abaixo da expectativa do mercado, que variava entre 400 mil e 600 mil toneladas.