Às 9h27 (horário de Brasília) desta terça-feira (2) o contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava leve baixa de 2,50 pontos e 0,21%, cotado a US$ cents 1.178,50/bushel. O vencimento de agosto recuava 2,00 pontos e 0,17%, a US$ cents 1.183,00/bushel.
Na última sessão (1º), o contrato de julho caiu 0,51%, a US$ cents 1.180,75/bushel, e o vencimento de agosto cedeu 0,44%, a US$ cents 1.185,00/bushel.
No caso dos derivados, o óleo perdia 0,66%, enquanto que o farelo apresentava viés de alta (+0,06%).
Nesta manhã, os preços eram pressionados pelo avanço do plantio da safra norte-americana 2026/27. Segundo o relatório semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a semeadura da oleaginosa atingiu 87% da área prevista, avanço de oito pontos percentuais na semana. No mesmo período do ano passado, os trabalhos alcançavam 83%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 80%.
O USDA também informou que 66% das lavouras foram classificadas em condições boas ou excelentes, praticamente estáveis em relação aos 67% registrados no mesmo período da safra anterior.
No campo climático, o mercado acompanha previsões de chuvas isoladas em partes do Corn Belt, principal cinturão produtor de grãos do país. De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), tempestades podem atingir áreas de Dakota do Sul, Minnesota e Iowa.
“As tempestades irão enfraquecer gradualmente à medida que continuam se deslocando para o sul durante o final da noite e a madrugada”, informou o serviço meteorológico.
No comércio exterior, os investidores repercutem os dados de embarques divulgados pelo USDA. Os EUA exportaram 494 mil toneladas de soja na semana encerrada em 28 de maio, volume inferior ao registrado na semana anterior, mas dentro da faixa esperada pelo mercado, de 400 mil a 600 mil toneladas.
Paralelamente, os agentes seguem atentos à volatilidade dos preços do petróleo diante das tensões envolvendo Washington, Israel e Irã, fator que influencia diretamente a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de grãos e oleaginosas.
Na América do Sul, o mercado acompanha a reta final da colheita da safra recorde brasileira, estimada pela DATAGRO em 183 milhões de toneladas. Na Argentina, os trabalhos também avançam, com a produção projetada em 50,1 milhões de toneladas.