Quatro organizações do setor suíno da Alemanha solicitaram a criação de um programa nacional de subsídios para apoiar produtores na adaptação às novas regras de bem-estar animal, conforme posicionamento divulgado na véspera (29).

A proposta prevê aportes de € 200 milhões por ano até 2036, com cobertura de até 50% dos investimentos necessários para adequação das granjas.

O pleito foi apresentado pela Associação Alemã de Pecuária (BRS), pela Associação Alemã de Agricultores (DBV), pela Deutscher Raiffeisenverband (DRV) e pela ISN, entidade que representa os produtores de suínos no país.

A partir de 2029, produtores alemães não poderão mais manter porcas em gaiolas de acasalamento. Já até 2035, será obrigatório o uso de baias de parto livres, o que exige mudanças significativas na estrutura produtiva.

Estimativas da ISN indicam que a conversão das áreas de reprodução e maternidade pode custar cerca de € 4.000 por vaga de porca, totalizando aproximadamente € 4,4 bilhões para todo o setor.

Segundo a entidade, muitos produtores afirmam não ter capacidade financeira para arcar com os investimentos, o que pode levar à saída da atividade.

As organizações alertam que, sem apoio financeiro, o país pode enfrentar mudanças estruturais profundas, com redução significativa da produção de leitões.

Granjas de médio porte, por exemplo, podem enfrentar investimentos individuais de cerca de € 1,5 milhão, sem perspectiva de aumento de receita ou ganhos de eficiência.

“Sem apoio financeiro direcionado, corre-se o risco de mudanças estruturais drásticas e da perda de partes significativas da produção de leitões na Alemanha”, afirmaram as entidades em comunicado conjunto.