A Associação das Indústrias Brasileiras de Óleos Vegetais (Abiove) e a Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio) lançaram, nesta quarta-feira (8), a AliançaBiodiesel, organização com foco em discutir a qualidade do produto com partes da cadeia produtiva, como distribuidores de combustíveis e fabricantes de automóveis.

A entidade foi criada em meio às críticas dos distribuidores, revendedores e fabricantes de automóveis à Lei do Combustível do Futuro, que prevê um aumento da adição do biodiesel ao diesel de até 25%. O setor argumenta que a taxa elevada acelera o desgaste dos motores.

Em fevereiro, a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) declarou que oficinas relataram falhas em bicos injetores, saturação precoce do filtro (DPF), entre outros problemas, relacionando as complicações à formação de resíduos e ao crescimento microbiológico do biodiesel. 

De acordo com o presidente da Aprobio, Jerônimo Goergen, as indústrias trabalham para melhorar a qualidade da produção e que o próximo relatório do Programa de Monitoramento da Qualidade do Biodiesel (PMQBio), elaborado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), apresentará uma queda nas falhas apresentadas pelo setor.