Safra colombiana de café começa a ganhar impulso, com produção saltando mais de 50% em maio na comparação mensal

A produção colombiana de café totalizou 1,057 milhão de sacas de 60 kg em maio, um aumento de 29% na comparação com o mesmo mês do ano passado e de 51% em relação ao registrado em abril, mostram dados da Federação Nacional dos Cafeicultores (FNC), divulgados nesta sexta-feira (5).

De acordo com o presidente da FNC, German Bahamon Jaramillo, a safra colombiana começou a ganhar impulso, após uma desaceleração observada na primeira metade, com atrasos na maturação dos frutos devido aos padrões de chuva que afetaram grandes áreas cafeeiras do país.

“No entanto, embora maio mostre uma recuperação significativa, os indicadores acumulados continuam a refletir o impacto na produção nacional”, ressalta Jaramillo.

No acumulado dos últimos 12 meses – de junho de 2025 a maio de 2026 –, a produção colombiana de café somou 12,645 milhões de sacas, queda de 14% frente às 14,652 milhões de sacas do período anterior, ainda de acordo com dados da FNC.

No ano cafeeiro 2025/26, a produção soma 7,978 milhões de sacas, contra 10,201 milhões de sacas do ciclo anterior (-22%); no acumulado dos primeiros cinco meses de 2026, alcançou 4,270 milhões de sacas, ante 5,303 milhões de sacas no mesmo período de 2025 (-19%).

Exportações 

As exportações de café da Colômbia atingiram 894 mil sacas em maio, volume semelhante ao registado há um ano, quando foram exportadas 912 mil sacas. No acumulado de 2026, os embarques totalizam 4,15 milhões de sacas, uma diminuição de 22% em comparação com o mesmo período do ano passado.

“A Federação está a consolidar a sua posição, alcançando uma quota de mais de 23% do total das exportações do país até agora este ano”, afirma Jaramillo.

As importações estimadas para os últimos 12 meses totalizaram 1,42 milhões de sacas, enquanto o consumo interno atingiu 2,33 milhões de sacas.

“Continuaremos a monitorizar rigorosamente o progresso da colheita e quaisquer condições meteorológicas que a possam afetar, bem como o impacto nos preços devido às flutuações cambiais e do mercado de ações”, finaliza o presidente da FNC.