Nesta quarta-feira (8), a Rússia anunciou a proibição das exportações de diesel até 31 de julho para manter o abastecimento interno do combustível. A medida ocorre após uma série de ataques ucranianos à estrutura energética do país, como os danos causados à Refinaria de Omsk.
Segundo informações da Reuters, cidadãos russos já relataram ter enfrentados horas de fila em postos. O alto escalão do Kremlin já se pronunciou demonstrando preocupação com o risco de desabastecimento.
De acordo com fontes da reportagem, a Rússia já havia iniciado novas importações marítimas de gasolina da Índia, prevendo mais danos à sua infraestrutura.
Após o anúncio, as cotações do diesel na Europa alcançaram o valor recorde de US$ 60,17 por barril.
No mês de junho, os principais compradores do diesel russo foram a Turquia e o Brasil, representando cerca de metade dos embarques mensais do país. No período, foram exportadas 1,8 milhão de toneladas do combustível, queda de 39% no comparativo anual.