Rentabilidade do produtor será menor nesta safra

A rentabilidade do agricultor no Rio Grande do Sul pode ser comprometida neste ano. É o que indica uma análise feita pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul). Segundo a entidade, mesmo com a safra cheia, de 30 milhões de toneladas, os lucros terão queda.

Safra cheia não deve garantir maiores lucros para o produtor gaúcho neste ano

O estudo da Farsul analisou os custos de produção das três principais culturas cultivadas no Estado: soja (RR e Intacta), milho (OGM e Convencional) e arroz irrigado. Em todas elas houve queda na margem de lucro. 

A maior perda foi observada na soja. Entre 2016 e 2017, a queda nos lucros chegou a 20% para a soja RR e 22% para a Intacta. No milho o recuo foi ainda maior: OGM teve queda de -59%, enquanto o Convencional, que já havia registrado perda em 2016, ampliou – 25%.

No entanto, o pior resultado ficou com as lavouras de arroz irrigado, em queda nos últimos a rentabilidade recuou ainda mais com saldo negativo de 395%.

Segundo a entidade, a perda da lucratividade se deve a dois fatores. O primeiro é o preço de mercado. A entrada de mais produto pode pressionar os preços para baixo, principalmente no mercado internacional. A situação pode ser agravada considerando o segundo ponto que é o da estrutura logística do país. A dificuldade de armazenagem e o alto custo para o escoamento da safra afetam diretamente na renda do produtor.

Para Antônio da Luz, economista-chefe da entidade, esse movimento do mercado pode ocorrer a qualquer temporada. “Podemos ter, e ocorre seguidamente, safras ruins, mas lucrativas, assim como safras boas com margens menores”.