Rendimento de carcaça é gargalo na pecuária

“Quem tem pasto tem tudo”. Foi o que destacou o pesquisador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura de São Paulo, Flávio Dutra de Resende, em palestra no último sábado (25), na Expopec 2017, realizada na cidade de Porangatu (GO).

Especialista diz que é preciso padronizar o rendimento da carcaça

Para o especialista, o rendimento da carcaça é um dos grandes gargalos do setor pecuário. Considerado por ele como sendo uma das grandes variáveis que medem o resultado final de uma operação de engorda. “É necessário padronizar o rendimento da carcaça, porque o produtor muitas vezes não se sente satisfeito com o resultado de rendimento do lote”, disse.

De acordo com Flávio, é preciso, portanto, planejar, estabelecer um parâmetro, um balizador para melhor tocar os negócios. Como solução, ele explicou que a nutrição deve ser oferecida em todas as fases da vida do animal – cria, recria e engorda e os impactos de cada sistema de produção no resultado final.

“A nutrição precisa ser proporcionada em todas as fases da vida, em níveis adequados, para que a carne seja boa e o boi rentável. Esta nutrição deve ser iniciada quando o animal ainda estiver na barriga da mãe”, ressaltou.