O governo do Reino Unido anunciou, na última quinta-feira (14), a atualização de suas medidas de prevenção e resposta à Peste Suína Africana, com foco na proteção da cadeia de suínos e da indústria local em caso de um eventual surto da doença.
Embora o país nunca tenha registrado casos de PSA, as autoridades reforçaram que a revisão da estratégia faz parte dos planos preventivos diante do avanço da enfermidade em diferentes regiões do mundo.
A doença, originalmente concentrada em áreas da Ásia e da África, vem se espalhando também por partes da Europa nos últimos anos, como na Espanha, impulsionada principalmente pela movimentação de javalis e pelo transporte de carne contaminada.
Segundo o governo britânico, a nova estratégia adota um modelo mais flexível e baseado em risco, buscando controlar eventuais focos sem impor restrições excessivas aos produtores rurais.
O plano incorpora as mais recentes evidências científicas e veterinárias e foi alinhado às práticas internacionais de controle sanitário.
Entre as principais mudanças está a criação de novas zonas restritas de controle sanitário — denominadas Zonas Restritas 1, 2 e 3 — que poderão ser implementadas conforme a gravidade da situação epidemiológica.
O objetivo é evitar restrições amplas sobre a movimentação de suínos vivos e produtos derivados, reduzindo problemas como superlotação nas granjas e interrupções nas atividades produtivas.
A estratégia, desenvolvida em parceria com os governos da Escócia e do País de Gales, também amplia as exigências de vigilância sanitária. Veterinários oficiais passarão a realizar inspeções em propriedades localizadas nas zonas de controle para verificar o cumprimento das normas sanitárias.
Além disso, o governo informou que novos protocolos de testagem permitirão uma detecção mais rápida de possíveis infecções, facilitando a retirada antecipada das restrições caso não haja circulação do vírus. Outra medida prevista é a ampliação do sistema de licenciamento de movimentação baseado em risco.