O contrato de maio da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (10) em moderada alta de 10,50 pontos e 0,90%, cotado a US$ 1.175,75/bushel; o vencimento de julho subiu 10,25 pontos e 0,87%, aos US$ 1.191,25/bushel. Na semana, os ativos acumularam ganhos de 1,05% e 0,95%, nesta ordem.
Em relação aos derivados, o farelo disparou 4,47%, enquanto o óleo recuou 0,90%.
Neste pregão, os preços foram beneficiados pela demanda internacional aquecida. Hoje, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou a venda de 100 mil toneladas de farelo de soja para a Itália, com entrega para o ano comercial de 2025/26.
Também deu suporte aos preços a desvalorização do dólar perante as principais moedas globais, com baixa de 0,16% do DXY, o que favorece os embarques norte-americanos.
Ademais, o mercado ainda repercutiu o relatório Wasde de abril, que manteve a produção dos EUA em 115,99 milhões de toneladas e os estoques finais em 9,52 milhões de toneladas.
As principais revisões ocorreram nas exportações, reduzidas para 41,91 milhões de toneladas, e no esmagamento, elevado para 71,03 milhões de toneladas, indicando maior consumo interno.
Esse movimento está relacionado às novas diretrizes de combustíveis renováveis nos EUA, aprovadas recentemente pela Agência de Proteção Ambiental do país (EPA) que tendem a ampliar o uso de biocombustíveis à base de óleo de soja, reforçando a demanda pela oleaginosa.
No radar, os agentes do mercado acompanham as negociações de paz entre os EUA e o Irã no Oriente Médio, à medida que se aproxima o encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, em maio.