O contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (1º) em leve baixa de 2,50 pontos e 0,21%, cotado a US$ cents 1.168,50/bushel, mas com ganho acumulado de 0,80% na parcial da semana. O vencimento de julho recuou 1,50 ponto e 0,13%, a US$ cents 1.184,50/bushel – porém com avanço semanal de 0,79%.
Em relação aos derivados, o óleo recuou expressivos 2,57%, enquanto o farelo subiu 0,57%.
Guerra no Oriente Médio pressiona os ativos
Neste pregão, os preços da soja em grão foram pressionados pela desvalorização do óleo, que, por sua vez, acompanhou a queda do petróleo no mercado internacional, após os comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerirem que o fim do conflito no Oriente Médio poderia estar próximo.
As cotações do Brent chegaram a operar abaixo dos US$ 100 o barril, o que impacta a competividade dos biocombustíveis feitos com a oleaginosa e outros grãos.
Os investidores também avaliaram as novas projeções de área para a safra 2026/27 dos EUA. Segundo o Departamento de Agricultura do país (USDA), os produtores norte-americanos devem semear 34,27 milhões de hectares com soja, avanço de 4% em relação ao ciclo anterior.
Apesar do crescimento, o número ficou levemente abaixo da expectativa do mercado, que projetava 34,60 milhões de hectares.
Amanhã (2), o USDA divulga os registros semanais de vendas para exportação.
Safra brasileira segue no radar
Os investidores também acompanham o avanço da colheita da safra 2025/26 no Brasil, que entra em sua fase final, com expectativa de produção recorde, acima de 182 milhões de toneladas.
Levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (27) mostra que restam menos de 25% da área cultivada ainda por colher, ritmo em linha com o observado na média dos últimos cinco anos.