Puxada pelo farelo, soja encerra em leve alta na CBOT nesta 4ª feira

O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTencerrou esta quarta-feira (13) em leve alta de 2,25 pontos e 0,18%, cotado a US$ cents 1.229,00/bushel; o de agosto subiu 1,75 ponto e 0,14%, a US$ cents 1.223,50/bushel. Na parcial da semana, os ativos acumulam ganhos de 1,74% e 1,73%, nesta ordem.

Em relação aos derivados, o farelo disparou 3,08%, reflexo da notícia de que a Argentina suspendeu as atividades de operação de esmagamento de soja e recebimento de girassol de uma fábrica em Santa Fé. Na contramão dos ganhos, o óleo cedeu 1,38%.

Neste pregão, os preços acompanharam a expressiva valorização do farelo, à medida que os agentes do mercado seguem otimistas de que a viagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China resulte em acordos comerciais que ampliem as vendas de produtos agrícolas norte-americanos para o gigante asiático.

O republicano chega à China hoje e está acompanhado de uma série de CEOs de grandes empresas norte-americanas e tem agendas confirmadas entre hoje e sexta-feira (15).

Ademais, o mercado seguiu repercutindo os dados do relatório mensal de oferta e demanda (WASDE) do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que trouxe as primeiras projeções oficiais para a safra 2026/27. Para 2025/26, o órgão reduziu os estoques finais de soja dos EUA para 9,25 milhões de toneladas, abaixo das expectativas do mercado.

Para 2026/27, o USDA projetou produção e estoques inferiores ao aguardado pelos agentes, tanto nos EUA quanto no cenário mundial. A safra norte-americana foi estimada em 120,70 milhões de toneladas, com estoques finais de 8,44 milhões de toneladas. Apesar do viés altista, a produção projetada ainda seria a segunda maior da história do país, atrás apenas da temporada 2021/22.

Quanto ao clima no Corn Belt, principal área produtora de soja e milho dos EUA, o boletim diário do USDA informou hoje que as temperaturas seguem próximas ou abaixo do normal nas áreas a leste do rio Mississippi, enquanto o calor avança sobre as regiões produtoras do oeste do país.

“O clima seco está permitindo um ritmo acelerado de plantio das culturas de verão; até 10 de maio, 57% da área destinada ao milho e 49% da área destinada à soja já haviam sido plantados nos EUA”, destacou o departamento.

No radar, os investidores avaliam os preços do petróleo no mercado internacional, à medida que o Estreito de Ormuz segue paralisado.

Para amanhã (14), o USDA reporta as vendas para exportação semanais, bem como a atualização das condições de seca nas lavouras dos EUA.